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Diferenca entre baixo e contrabaixo: Tire todas as suas dúvidas

Entenda de uma vez por todas se existe diferença entre baixo e contrabaixo
Diferença entre baixo e contrabaixo

O baixo elétrico passou por um processo evolutivo longo para chegar às configurações de hoje.

Atualmente, o baixo é um dos instrumentos de corda mais populares e toda banda precisa de um baixista. Em sua configuração moderna, normalmente é tocado com os dedos ou com uma palheta, é um instrumento muito versátil que pode ser usado em uma ampla gama de gêneros, desde rock e metal até jazz e blues.

Você provavelmente já ouviu falar em contrabaixo, baixo elétrico, baixo acústico, baixolão… será que todos esses tipos são iguais?

Bem, justamente pra elucidar de uma vez por todas se existe diferença entre baixo e contrabaixo, resolvemos escrever esse artigo. 

Fica com a gente até o final que você nunca mais vai ter dúvida sobre esse assunto.

Neste artigo você vai ler:

Qual a diferença entre baixo e contrabaixo?

Para entendermos se existe diferença entre baixo e contrabaixo é importante darmos algum contexto histórico.

Breve história para entender se há diferença entre baixo e contrabaixo

Ao pesquisar a evolução do contrabaixo, você se depara com séculos de alterações e distinções que afetaram seu design, dimensões e afinação. Além disso, diferentes países e luthiers europeus tinham suas próprias preferências de estilo, então os estudiosos debatem bastante as origens exatas do contrabaixo moderno.

O primeiro registro na história que se tem de um contrabaixo data de 1516. O contrabaixo acústico pode ser considerado o pai do baixo elétrico atual. Ele é o maior e mais grave instrumento de cordas de uma orquestra sinfônica (excluindo adições não ortodoxas, como o octobaixo, o maior instrumento acústico de cordas). Tem estrutura semelhante ao violoncelo, tem quatro, embora ocasionalmente apresente cinco cordas.

O contrabaixo acústico, também conhecido como Rabecão, em seu formato original é usado até hoje em muitos gêneros musicais, incluindo composições clássicas e sinfônicas, jazz, bluegrass, country e até mesmo rock.

Justamente por ser um instrumento enorme e difícil de se transportar, houve a necessidade de se inventar um instrumento que tomasse conta do espectro mais grave do som, mas que ao mesmo tempo fosse mais leve e pudesse ser amplificado, daí nasceu o baixo elétrico.

Apesar de muita gente achar que o primeiro baixo elétrico foi a criação do músico e empresário Leo Fender em 1951, o Precision Bass, na verdade, a primeira versão menos popular desse novo instrumento foi inventada na década de 30.

O Precision Bass da Fender tomou o mercado de assalto e rapidamente se tornou o baixo mais popular do mundo. Hoje, o baixo elétrico é uma parte essencial de quase todos os estilos de música.

Baixo ou contrabaixo, como devo chamar?

Entendemos que esses termos podem causar alguma confusão, pois é comum ouvir músicos se referindo a seus instrumentos como baixo ou contrabaixo.

Mas qual é o termo certo, então?

Para não ficar na dúvida se existe diferença entre baixo e contrabaixo, saiba que ambos os termos estão corretos e podem ser usados para denominar esse instrumento em suas diferentes formas. 

Inicialmente o termo contrabaixo era mais usado para se referir à versão acústica e mais antiga do instrumento, aquela tocada na vertical e que lembra um violino em tamanho jumbo. Com o passar dos anos, as palavras viraram sinônimos e servem para descrever qualquer instrumento que toca as notas mais graves de uma música, seja ele elétrico, acústico ou semiacústico.

A denominação contrabaixo, que acabou sendo simplificada e passou a ser chamada de baixo, foi pego emprestada do termo que se usa para se referir às vozes masculinas e raras que cantam numa região bem grave.

Curiosidade: A região grave das notas refere-se às baixas frequências do espectro de áudio, normalmente em qualquer lugar abaixo de cerca de 300 Hz e na faixa subsônica que é percebida mais pela sensação do que pela audição.

Diferentes baixos (ou contrabaixos) que podemos encontrar

Apesar de não have diferença entre baixo e contrabaixo e os termos poderem ser usados para se referir a esse instrumento em suas diferentes formas, é importante conhecermos como podemos encontrá-lo nas lojas e sendo usados por instrumentistas que tocam diferentes tipos de música pelo mundo a fora.

Importante: Aqui vamos fazer um breve resumo de alguns contrabaixos, caso queira mais detalhes, acesse nosso artigo detalhado sobre os principais tipos de baixo.

Baixo elétrico

Foi popularizado por Leo Fender a partir de 1951,  quando esse ícone do mundo dos instrumentos lançou o Precision Bass. Hoje o baixo elétrico é produzido em larga escala por diversas marcas.

O elétrico é o contrabaixo mais comum, é aquele que se vê quase todas as bandas de rock usando. Pode ter 4, 5 ou 6 cordas e precisa de um amplificador para emitir o som em alto volume.

Se você está procurando um baixo para iniciar sua jornada no universo musical, leia o nosso artigo sobre o tema.

Baixolão

Se você já assistiu algum show acústico, provavelmente já viu e ouviu um baixo acústico. Este é um instrumento de corpo oco que é do tamanho de um violão (e se parece com um), mas tem somente 4 cordas e emite o som de um baixo.

Rabecão ou contrabaixo acústico

Esse contrabaixo é um dos instrumentos icônicos do jazz e está presente na maioria das gravações desse estilo musical. É um instrumento enorme feito de madeira e tem a caixa acústica oca, lembrando um violino gigante. No Jazz, geralmente é tocado puxando as cordas, enquanto na música clássica é tocado principalmente com um arco.

Melhores baixistas do mundo

Agora que você já entendeu que não existe diferença entre baixo e contrabaixo, chegou a hora de conhecer alguns dos baixistas que deixaram sua marca no mundo da música.

Flea

Flea é o baixista do Red Hot Chili Peppers, ele é conhecido por ser um instrumentista extremamente habilidoso. Além dos slaps, faz linhas melódicas sensacionais. Ele tem claramente influências do funk americano e da cena punk de Los Angeles.

Paul McCartney

Paul McCartney recebe tanta atenção por suas geniais composições nos Beatles que suas habilidades no baixo são muitas vezes ofuscadas. Mas ouça qualquer música dos Beatles e preste atenção nas linhas de baixo profundamente melódicas e que se encaixam com perfeição nas canções.

John Paul Jones

Antes mesmo de John Paul Jones se juntar ao Led Zeppelin, ele era considerado um dos melhores baixistas da Inglaterra, tocando em faixas de Jeff Beck, Cat Stevens e muitos outros. Juntos com seus companheiros, formaram uma das mais aclamadas bandas de rock de todos os tempos e Jones era, sem dúvida, a espinha dorsal de todo o som deles.

Jaco Pastorius

Pergunte a qualquer baixista sério e ele citará Jaco Pastorius como uma lenda. Pastorius começou sua carreira musical como baterista, mas uma lesão precoce no pulso o forçou a mudar para o baixo. Um revés em sua vida, mas uma benção para o mundo da música. Ele rapidamente dominou o instrumento, tornando-se obcecado pelo jazz fusion. Nos anos 70 foi um dos baixistas mais requisitados da área, tocando com Joni Mitchell, Herbie Hancock e muitos outros.

Cliff Burton

Cliff Burton foi o primeiro baixista do Metallica e, infelizmente, seu precoce falecimento fez com que participasse apenas dos álbuns Kill ‘Em All, Ride the Lightning e Master of Puppets – mas isso foi mais do que suficiente para garantir seu legado. Os primeiros álbuns do Metallica inspiraram gerações de bandas de metal, e as partes de baixo de Cliff Burton são aclamadas por fãs e amantes do baixo até hoje.

Seria injusto deixar fora dessa lista nomes como Victor Wooten, John Patittuci, Dave Holland, John Entwistle, Steve Harris, Charles Mingus, Dino Paladino e Nathan East.

Antes de terminar…

Agora que você já sabe se existe diferença entre baixo e contrabaixo, conheça também a nossa lista de baixos bons e baratos.

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