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As 12 Melhores Marcas de Guitarra: Tudo o que Você Precisa Saber

Conheça as melhores marcas de guitarra. Neste artigo, vamos no detalhe das marcas responsáveis por criar instrumentos dos sonhos de qualquer guitarrista.
melhores marcas de guitarra

Aqui no Resenha Sonora fazemos questão de compartilhar o melhor conhecimento em nossos artigos. Neste vamos listar as 12 melhores marcas de guitarra, para que você fique “por dentro” do que há de melhor no mercado! 

Já tinhamos escrito um texto falando sobre as melhores guitarras para iniciantes e agora chegou o momento de comentarmos sobre as marcas responsáveis por produzir esses instrumentos e trazer o melhor do som para nossas mãos.

Quando se faz um investimento como a compra de um instrumento musical, é mais seguro escolher marcas comprovadamente confiáveis e que já estão aí há muito tempo. 

Nesse sentido, este artigo vai ajudar a expandir um pouco mais o seu leque de escolha porque vamos no detalhe das marcas e pode ser que você ainda não tenha lido sobre algumas que figuram na nossa listinha. 

A guitarra certamente é o instrumento mais popular do mundo, hoje em dia. Seja pelos memoráveis solos, pelos icônicos artistas ou mesmo pelo seu lindo design. Elencar as melhores marcas de guitarra é uma tarefa complexa, pois elas produzem diversos tipos de guitarra, com diferentes sonoridades e objetivos, mas aceitamos o desafio mesmo assim.

Aqui vamos fazer uma análise realçando atributos como: preço, aparência, timbre, pegada e reputação. Não iremos entrar nos pormenores de tentar compará-las, no entanto – isso seria injusto e irreal devido a grande quantidade de sutilezas e singularidades de cada uma delas. Mas fique tranquilo, pois você vai conhecer as marcas que produzem as melhores guitarras do mundo no detalhe.

Neste artigo você vai ler:

Então, vamos ao que interessa…

A lista das top 12 melhores marcas de guitarra

Fender

Fundada em 1946 por Leo Fender, a Fender é responsável por inúmeros modelos de guitarras, sendo as mais famosas: Telecaster e Stratocaster. A “Tele” foi o primeiro lançamento da marca – a primeira guitarra com corpo sólido da história. Já a “Strato” veio um pouco depois mas se tornou a mais popular.

Essa popularidade da “Strato” pode ser, em boa parte, atribuida à galera que a utilizou – guitar heroes como Jimi Hendrix, Stevie Ray Vaughan e Eric Clapton impulsionaram, e muito, a fama do modelo. 

As guitarras Fender são super versáteis e isso pode ser comprovado pelo número de artistas e músicos que tocam diferentes gêneros musicais e usas os instrumentos da marca. É possível ver blues e heavy metal sendo tocados com uma Stratocaster.

Apesar de ser uma das maiores referências na fabricação de guitarras, a Fender não parou por aí. A empresa é responsável por produzir os amplificadores que conseguiram chegar à perfeição do timbre limpo da guitarra. Se você ainda não ouviu uma “Strato” ligada ao Fender Twin Reverb ou ao Fender Super Reverb… bote na sua lista de “coisas a fazer”!

Hoje em dia, a Fender produz de tudo no ramo de instrumentos musicais e afins: guitarras, baixos, violões, amplificadores, pedais de guitarra, cordas, palhetas, captadores e por aí vai…

Para representar a marca, escolhemos esse modelo aqui:

Fender Player Stratocaster

A Stratocaster além de ser o modelo mais conhecido da marca, também é conhecida pelo “playing” confortável e versatilidade. Esta é uma guitarra macia para execução de bends e acordes e ao mesmo tempo adaptável a qualquer gênero musical. 

Essa linha Fender Player que indicamos aqui, é excelente para qualquer nível de habilidade com o instrumento.

Sua configuração traz três captadores Alnico V, braço em C, componentes genuínos e leveza. A linha Player une qualidade e design Fender a um preço mais acessível. 

O timbre dessa Fender tem a característica de ser mais vivo/brilhoso, ou seja, flerta mais com as frequências médias e agudas. 

Detalhe: o braço dessa guitarra foi o que nos chamou mais a atenção, é confortável para todos os estilos e níveis de habilidade com o instrumento.

Gibson

A Gibson, assim como a Fender, tem um dos maiores nomes do mercado e não tinha como não figurar entre as melhores marcas de guitarra. 

A empresa surgiu lá em 1894 e desde então vários modelos icônicos foram produzidos pela marca: Les Paul, SG, Explorer, Flying V, ES-335, só pra citar alguns. 

O modelo mais famoso da Gibson certamente é o Les Paul. Slash, Jimmy Page, Zakk Wylde, Derek Trucks, Joe Bonamassa e Angus Young são alguns guitar heroes que ajudaram a tormar essa guitarra tão famosa. 

A ES-335 – outro ícone da marca – é mais utilizada para gêneros como o jazz e blues, enquanto a SG é vista mais em estilos como o Rock n’ Roll e Heavy Metal. Obviamente temos exceções como, por exemplo, Derek Trucks e Gary Clark utilizando o modelo SG para o blues.

Para representar a marca, sugerimos checar essa máquina aqui:

Guitarra Gibson Les Paul Special Tribute P90

Uma linha conhecida, mas talvez menos falada, que vale a atenção é a Les Paul Special. A linha foi e é tocada por inúmeros gigantes como: Bob Marley, Carlos Santana, Billie Joe Armstrong (Green Day), Sheryl Crow, Ben Harper, entre muitos outros. 

É um modelo mais em conta do que o Les Paul Standard e, no entanto, não deixa a desejar no timbre.

Característica clássica da Gibson, a guitarra brinca mais pelas frequências médias a graves. Ela apresenta o formato icônico Les Paul e entrega a pegada e conforto de tocar uma Gibson. Com dois humbuckers, a guitarra cobre praticamente qualquer estilo musical, seja vintage ou moderno. 

Squier

A Squier é uma marca que se propõe a fazer modelos similares às guitarras Fender, mas com um preço mais acessível. Ela é uma submarca da Fender que virou sinônimo de guitarra boa e barata.

Com uma aparência e pegada semelhantes às Fender, geralmente perdem em timbre – já que a madeira utilizada não é de tão boa qualidade – mas aí que tá! Não é em todo caso que a Squier perde para sua prima mais rica.

Alguns modelos e séries da Squier soam similares às Fender. O único desafio aqui é encontrar essas relíquias. 

Pra que não precise sair de casa, aqui vai uma sugestão: 

Classic Vibe ’50s Stratocaster®

Com um preço acessível, essa Squier é feita à imagem e semelhança à guitarra que alçou a Fender ao estrelato definitivo e que trouxe a noção de timbre quando pensamos em uma guitarra dessa icônica marca.

Ela traz atributos característicos da Fender, como o braço em C, a alavanca vintage, frets mais estreitos e captadores Alnico old-school. Essa guitarra chega junto quando comparada às linhas mais em conta da Fender “Strato”. 

Em tempo: frets são as divisórias das casas, também conhecidas como trastes. As guitarras que não possuem trastes são chamadas fretless, ou sem trastes – na tradução do inglês. 

De George Harrison dos Beatles a Joe Trohman do Fall Out Boy, passando por Mark Knopfler do Dire Straits e Mark Rutherford do Genesis, todos já usaram a marca, fazendo a Squier ganhar ainda mais força. Se essa rapaziada da pesada – que é profunda pesquisadora de timbres – vem utilizando a Squier, é uma baita chancela de que ela vale a pena.

Epiphone

Fazendo uma regra três: a Squier está para a Fender, assim como a Epiphone está para a Gibson. 

A Epiphone é responsável por fabricar versões dos modelos da Gibson só que em versões mais acessíveis. 

Apesar de a Epiphone ser hoje uma submarca da Gibson, ela já foi independente e era uma concorrente direta. Quando seu dono faleceu, ela acabou sendo foi vendida à Gibson.

Quanto a sua fama, podemos começar pelos Beatles, né? George Harrison e Lennon usavam a marca. Além deles outros guitar heroes como B.B. King, Slash, Noel Gallagher (Oasis), Joe Bonamassa, Billie Joe Armstrong (Green Day) e Jared James Nichols, tem pelo menos um signature model pela Epiphone. 

Já que falamos dos modelos exclusivos, por que não comentar mais detalhadamente um deles? 

Sugerimos uma olhada nessa guitarra do modelo exclusivo do Slash:

Guitarra Epiphone Les Paul Special Slash AFD Signature

A Epiphone Les Paul do Slash é um modelo que se destaca e é sucesso de vendas aqui no Brasil. Pensando em uma lista de quesitos que uma guitarra precisaria ter para ser considerada um excelente instrumento, essa aí preenche quase todos.

Detalhe: o combo te presenteia com bag (com assinatura do Slash), palhetas, cabo e correia. 

Ela vem quipada com dois captadores humbuckers (Ceramic Plus Zebra Coil) que emitem um timbre bem quente – frequências médias, médias graves e graves – e volumoso. Esse modelo se assemelha à linhagem Les Paul Standard da Gibson. 

COm um acabamento impecável, ela soa bem e não te manda pro cheque especial. A guitarra consegue ficar na interseção entre qualidade, preço e performance – bem na meiuca. O famoso sweet spot.

Ibanez

Quando se trata de guitarras, há tempos os japoneses são conhecidos pela precisão e qualidade. Com a Ibanez não seria diferente. 

Eles começaram fazendo umas “réplicas” de Les Paul e Strato – Gibson e Fender, respectivamente – que geraram alguns processos contra a marca, mas logo acharam um caminho próprio. O legal é que essa independência permitiu a Ibanez desenvolver instrumentos para os mais diversos gêneros musicais.

Na área do jazz a marca é representada pelos gigantes George Benson, Pat Metheny e Scott Henderson – todos revolucionários no gênero. No Heavy Metal e no Rock n’ Roll, os caras contam com Kiko Loureiro (Megadeth), Lari Basilio, Nita Strauss (Demi Lovato), Steve Vai, Paul Stanley (Kiss), Mario Camarena (Chon), Tim Henson e muitos outros…

A Ibanez tem com umas das séries mais conhecidas as Superstrat – que tem a Stratocaster como inspiração. Dentro dessa linha ela tem os modelos: JEM, Universe e RG. Esses modelos são equipados com humbuckers e single coils, dando um som mais pesado que as Stratocaster dariam, mas ao mesmo tempo conseguem fazer um som mais leve quando a combinação de captadores é selecionada com esse objetivo. 

Já que mencionamos o Steve vai, segue uma dica preciosa: 

Ibanez JEM77P Steve Vai Signature JEM Premium Series

Esse é um modelo exclusivo do Steve Vai – um dos guitarristas mais virtuosos existentes, que não tem limite para técnica. 

O modelo vem com uma dupla de humbuckers DiMarzio Gravity Storm e um single coil DiMarzio Evolution – na meiuca. A chavinha seletora – de 5 cinco posições – faz diversas combinações que permitem ao guitarrista vários timbres, permitindo que o músico toque gêneros musicais completamente diferentes. 

A ponte dessa linha (se chama Edge Zero II e) é flutuante, permitindo ao guitarrista afrouxar e esticar as cordas com a alavanca – alcançando notas que talvez não conseguisse chegar com os bends. Ela também vem com microafinação, que serve para solucionar o problema de desafinação constante – resultado de uso exagerado da alavanca. 

Gretsch

A Gretsch era a primeira opção de músicos renomados dos anos 60. Ícones como Elvis Presley, Beatles e Rolling Stones que abriram os olhos da galera pra a marca. 

Uma das fabricantes mais antigas, a Gretsch já produziu muitos instrumentos marcantes. Apesar da variedade de modelos de guitarras disponíveis, as acústicas e semiacústicas são as que mais se destacam. 

As guitarras ficaram famosas pelo uso nos gêneros:  Rockabilly, Country e Rock n’ Roll.  

As guitarras Gretsch têm um som característico e único. Isso se deve, em parte, ao fato de serem acústicas ou semi, emitindo um som mais macio que se encaixa com perfeição nos estilos musicais citados acima.

A combinação de madeiras usadas nesses estilos de guitarra – geralmente mogno e maple – fazem com que o volume emanado seja alto. Permitindo um ataque feroz, um longo sustain – tempo que a nota permanece soando após ser tocada – e um som quente.

A Gretsch deu um corte na janela temporal quando resolveu o problema dos feedbacks – microfonia – instalando um center block nas semi acústicas. Essa “revolução” na forma como se constroem guitarras semiacústicas permite que a galera do som mais pesado possa usar esse tipo de guitarra com distorções e não receba o “apito” de retorno. 

Em tempo: o center block é a continuação do braço da guitarra pra dentro do corpo do instrumento. Ele era usado em décadas passadas, caiu em desuso e agora voltou com tudo.

Além dos já mencionados heróis da guitarra ali em cima, vale a pena exaltar mais alguns que usam a Gretsch: Chet Atkins, Brian Setzer, Billy Gibbons (ZZ Top), Dave Grohl (Foo Fighters), John Frusciante (Red Hot Chilli Peppers), Michael Guy (Hillsong United), Joe Robinson e vários outros…

Para representar a marca, escolhemos o modelo abaixo:

Gretsch G5622T Electromatic

Esse modelo vem com o referido center block e com a ponte Bigsby. O par de captadores humbuckers – Dual Black top Broad´Tron – tem alto poder de ganho, agudos cristalinos e dinâmica na medida exata. O circuito treble bleed permite ao guitarrista regular o volume sem perda de frequências, ou seja, o timbre não vai perder qualidade.

A guitarra é um luxo. Confortável, muito bem feita, bom preço, excelente sonoridade e linda.

Suhr

John Suhr fundou a marca com seu sobrenome em 1997 para construir modelos exclusivos de guitarra. A intenção dele era trazer esse serviço mais personalizado, que ele já vinha fazendo desde seu início nesse ramo, para sua própria fábrica. O cara sempre teve esse viés de “cientista”, fazendo os próprios instrumentos na tentativa de achar a tonalidade “perfeita”.

Em pouco tempo ela já se tornou uma das melhores marcas de guitarra disponíveis. Mas o sucesso veio depois de muita ralação…

No início dos anos 80, John Suhr trabalhou numa loja de instrumentos em Nova Iorque cujo dono era Rudy Pensa. Vendo o entusiasmo e talento do menino, o proprietário convidou John Suhr para virar seu sócio, nascia a marca  “Pensa – Suhr”. 

Pensa-Suhr teve alguns guitar heroes como clientes: Mark Knopfler, Eric Clapton, Peter Frampton, Lou Reed, Steve Stevens, Reb Beach, Chuck Loeb e outros. 

Anos depois foi para Fender Custom Shop como Senior Master Builder e continuava com clientes gigantescos como: Scott Henderson, Michael Landau e Doug Aldrich.

Após fundar sua própria empresa, ele fez questão de participar de todos os estágios de produção tanto das guitarras quanto dos baixos e deixá-los com a mais alta qualidade possível.

Como não podia deixar de ser, os formatos mais conhecidos das Suhr derivam da Telecaster e da Stratocaster. Afinal, John Suhr trabalhou anos e anos em cima desses clássicos layouts, não tinha como não ficar resquícios. 

Os captadores usados nas guitarras são de ponta. Eles têm uma resposta tão rápida aos ataques nas cordas que é como se as notas saíssem antes mesmo de serem tocadas. Essa qualidade é excelente pra quem tem uma boa técnica.

Além dos revolucionários guitar heroes das gerações passadas que continuam usando a marca, hoje em dia temos novos ícones com a Suhr: Andy Wood, Mateus Asato e André Nieri. O compositor, cantor e guitarrista Ian Thornley (Big Wreck) vem fazendo um barulho maneiro, também.

Os frets são pensados para os guitarristas técnicos. E de fato essa é a caracteristcia maior dos músicos que usam a Suhr. 

Falando em guitarrista técnico, sugerimos o modelo desse cara aqui: 

André Nieri Signature Series

Ela tem um braço em “C” slim, mais fininho que o “C” normal, captadores humbucker SSH na ponte e outro humbucker SSV no braço. O SSH tem saída forte e médios pronunciados – o que dá uma instigada boa nos amplificadores valvulados. O SSV é versátil, a pouca compressão faz com que tenha dinâmica e combina o som quente de um captador vintage com a clareza e definição de um moderno.

Se quiser checar onde tem um revendedor perto é só vir nesse site

Não tem como parar de elogiar essa marca. Quase não achamos um peso-contra, somente o preço. Realmente a guitarra não é das mais baratas, mas quando se ouve o timbre… 

PRS

Por diversas qualidades e razões a PRS é uma das mais renomadas no mundo guitarrístico. 

Além do primor na qualidade dos instrumentos a marca apostou em designs inovadores, fazendo com que ganhasse destaque no meio dos músicos.

Fundada em 1985, a marca nunca pareceu ser de 1985. As guitarras Paul Reed Smith são versáteis e usadas por guitarristas de todos os gêneros musicais – isso porque todas as guitarras da marca tem a capacidade de tocar qualquer estilo.

Um exemplo disso é a banda Opeth que mistura os estilos: death metal, folk, clássico e jazz… Isso corrobora com a afirmação de que a PRS é pau pra toda obra.

Equipada com ponte flutuante a guitarra consegue simular uma Ibanez, por exemplo. Os humbuckers permitem agressividade nos estilos mais “pesados” e ao mesmo tempo chegam nos timbres mais brilhosos – parecidos com as Fender. A madeira utilizada traz um som robusto e cheio – qualidade à la Gibson. 

O “axe” é um mix das marcas mais famosas e com um preço mais acessível. 

Alguns nomes que usam a marca são: Carlos Santana, John Mayer, Mark Tremonti (Creed e Tremonti) , Zach Myers (Shinedown), Mark Lettieri, Robben Ford, Alex Lifeson (Rush).

Como já mencionamos, a PRS é bastante versátil – consequência dos timbres que conseguimos extrair da máquina! E assim, seguem duas sugestões:

PRS SE Silver Sky John Mayer

Com o acabamento e design impecáveis, a guitarra também choca pelo timbre.  Esse é um instrumento de corpo sólido – no melhor estilo Fender Stratocaster.

Equipada com três 635JM “S” single coil, um botão de volume, dois botões de controle de timbre e uma chavinha seletora com cinco combinações. 

O 635JM “S” é ponto alto da guitarra. Com médios abrangentes e agudos vibrantes, os captadores são ousados e têm um tempo de resposta instantâneo em qualquer posição da chave seletora.

Detalhe: Essa versão SE do modelo John Mayer é um clone da versão “original” só que com um preço bem mais acessível. Não é à toa que ela já é uma das guitarras mais vendidas da história.

A segunda sugestão é a guitarra do Zach Myers:

Guitarra PRS SE Signature Zach Myers – ZM3

Zach Myers toca há mais de uma década com a PRS e nunca pensou em trocar, disse o homem. Ela é uma semiacústica – que aguenta os trancos do overdrive sem titubear. ZERO microfonia apesar da camara ressonante. 

A guitarra tem um braço confortável que vem com uma escala de 22 trastes. 

A PRS Zach Myers produz médios suaves com reverb interno natural e ressonante. A ponte é stoptail ajustável. Ela vem com tarraxas vintage e captadores 245 “S” (possuem um timbre limpo e agressivo). Ainda é equipada com 2 controles de volume e dois de timbre.

Yamaha

Segunda marca japonesa da listinha, mas não menos melhor. 

A Yamaha produz de tudo –  instrumentos musicais, carros, motos e motores para barco – com qualidade.

A história da empresa começa em 1887 quando Torakusu Yamaha iniciou um business de consertos de órgãos. Em 1897, dez anos depois, foi criada a marca Yamaha – naquela época tinha o nome Nippon Gakki Ltd.

Curiosidade: O passado da empresa é um tanto diferente, afinal, foi a única das marcas de guitarra que teve suas fábricas adaptadas para ajudar na segunda guerra mundial – produzindo motores e outros equipamentos.

Apesar de ser uma marca que tem um cardápio vasto de instrumentos, a Yamaha não deixa os guitarristas a ver navios. Eles arrebentam quando o assunto é guitarra! Não é à toa que nomes como Mike Stern, Richie Sambora (ex-integrante do Bon Jovi), Phil X (Bon Jovi), Jason Mraz e Matteo Mancuso usam instrumentos da marca.

Vamos a nossa sugestão!

Yamaha Pacifica Series PAC112J

O braço em maple dá um brilho bacana enquanto o rosewood (jacarandá) da escala deixa a sonoridade mais quentinha – lembrando até uma Gretsch por causa desse equilíbrio de frequências no timbre. 

A guitarra vem com um captador humbucker, dois single coil, e uma chave seletora de 5 posiçoes – para as diferentes combinações dos captadores.

Por causa do humbucker, ela aguenta uma pressão boa se for usada com overdrive, lembrando o punch da Gibson. Ela ainda conta com uma alavanca vintage, para o deleite do guitarrista.

A Yamaha Pacifica PAC112J tem um bom preço e é construída com material de boa qualidade. Atende bem tanto o guitarrista experiente quanto o iniciante. 

Apesar de diversos modelos oferecidos pela Yamaha, escolhemos esse pela sua reputação, versatilidade e preço.

Em tempo: A Yamaha tem outros modelos sensacionais de guitarra. Fizemos uma resenha completa sobre a Yamaha Revstar que, além de ter um sonzão, é linda.

Sterling by Music Man

Fundada em 1974, a Music Man é uma das líderes na indústria de instrumentos musicais. Hoje em dia é um braço da holding Ernie Ball, outra marca emblemática do mundo musical.

A empresa é conhecida por dar atenção aos detalhes, inovar no design, construir impecavelmente e ser primorosa na escolha dos componentes pras partes do instrumento.

Usada por ninguém menos que o mestre Eddie Van Halen durante um período, a marca ainda conta com outros nomes de peso do universo guitarrístico. São eles: Steve Morse, Steve Lukather (Toto), John Petrucci (Dream Theater), Joe Walsh (Eagles), Blues Saraceno, Omar Rodriguez-Lopez (The Mars Volta), só pra citar alguns.

Assim como a Gibson tem a Epiphone, a Fender tem Squier, a Music Man tem a Sterling.

A Sterling se propõe a fazer os modelos da Music Man só que com preços mais acessíveis. 

Já que mencionamos John Petrucci aqui de cima, por quê não falar um pouco do seu modelo exclusivo? Dá uma olhada: 

Sterling by Music Man John Petrucci Majesty MAJ100

A guitarra tem o braço feito em maple, ponte vintage tremolo, chavinha seletora de 3 posições, dois humbuckers, um botão “push-pull” pra dar um boost (de 12 decibéis) no volume e um botão de controle de tonalidade.

Os captadores foram selecionados a dedo, afinal, os caras tinham que chegar ao som do John Petrucci. Combinando os humbuckers (Sterling da Music Man) com a chavinha seletora, a gama de timbres possíveis é extensa. 

As reentrâncias no corpo do instrumento e a escala estreita são uma combinação que favorece a performance de ponta – virtuosismo é o nome do jogo aqui. 

Detalhe: esse modelo que escolhemos acima vem com um bag bacana e resistente.

D’Angelico 

Fundada em Nova Iorque em 1932 pelo luthier D’Angelico – considerado um dos melhores de todos os tempos – a marca oferece 3 séries de instrumentos – Premier, Excel e Deluxe – todas com a qualidade excepcional da empresa.

O design dos instrumentos têm inspiração nos anos 30. D’Angelico aprendeu a construir instrumentos com o tio – que fazia violinos. Não dá pra negar que o design tem um pouco dessa referência. 

Mas não se engane… apesar de ter o visual vintage, os instrumentos D’Angelico são feitos para o instrumentista moderno. 

Utilizam não só madeiras da melhor qualidade, mas também os melhores componentes que o mercado oferece – captadores, tarraxas, pontes…

Um pouquinho sobre as linhas da marca: 

  • Premier Series – São versões mais populares dos grandes modelos da marca, ou seja, uma linha com o preço mais acessível – mas sem deixar de lado a qualidade D’Angelico. Essa linha oferece instrumentos de corpo sólido, semiacústicos e violões.
  • Excel Series – É a série original, feita em madeira premium e componentes selecionados a dedo. Essa linha oferece instrumentos de corpo sólido, semiacústicos e violões.
  • Deluxe Series – A mais famosa das séries, com edições limitadas e componentes customizados. Essa linha oferece instrumentos de corpo sólido, semiacústicos e acústicos.

Quando a empresa enfatiza que foca no player moderno, ela não está brincando!

Alguns dos guitarristas que compõem o time da marca são: Brandon “TAZ” Niederauer, Eric Krasno, Isaiah Sharkey (John Mayer e  D’Angelo), Melanie Faye, Marcus King, Tyler Bryant, Beau Diakowicz, Daniel Donato, Chris Payton (Kanye West e Megan Thee Stallion) e Justin-Lee Shultz.

Por falar em Justin-Lee Schultz… Aa gente conseguiu achar uma da linha Premier que tem a dele como referência. Se liga no bicho: 

D’Angelico Premier SS Semiacústica

Essa semiacústica conta com um center block – que é a continuação do braço só que pra dentro do instrumento – que impede o feedback quando a guitarra é usada com distorção. Excelente componente!

Com escala em rosewood – jacarandá – e o braço em maple, o instrumento lembra as clássicas Gretsch, Gibson, Epiphone que contam com os buracos ‘f’ – aqueles do corpo do instrumento que lembram o de um violino. 

O braço em “C” oferece uma excelente tocabilidade e ao mesmo tempo dá um toque moderno. 

As D’Angelico old-school são associadas ao jazz – inclusive existem fotos do George Benson mandando ver numa D’Angelico vintage-, mas a SS é bastante versátil. 

O cutaway – reentrância na madeira – permite o acesso a notas mais agudas e mais facilidade ao solar nessa região do braço. 

Os humbuckers passivos da D’Angelico compõem o time de ataque da guitarra que conta ainda com dois botões de volume e dois botões de controle de timbre. É possível fazer diversas combinações entre os captadores com o uso da chavinha seletora que tem três posições.

.strandberg*

Figurando em último da nossa listinha, mas não menos importante: com vocês a .strandberg* Guitars. 

O slogan deles é “Headless Guitar with ground-breaking comfort” (algo como: Guitarra sem mão com conforto inovador) – e os caras não estão mentindo.  De fato a guitarrinha vem sem mão e é extremamente confortável de tocar, além de ser super versátil.

Desde 2007 a .strandberg* se junta com músicos para participar de todo o processo de criação do instrumento – é aquela famosa frase “de músicos para músicos”. A empresa tem o QG ná Suécia – Uppsala.

Os instrumentos são feitos a mão e toda atenção é dada à ergonomia, tocabilidade, qualidade, inovação, design e à sonoridade produzida. 

Alguns dos nomes que usam a marca sçao: Plini, Per Nilsson (Scar Symmetry), Yvette Young, Jose Macario, Mike Keneally (Joe Satriani, Zappa e Steve Vai), Jack Gardiner, Adam Rafowitz (Arch Echo) e Sam Birchall.

Em tempo: O Plini é um dos grandes nomes do rock progressivo instrumental moderno. O cara tem revolucionado o gênero com as composições e o playing diferenciado.  

Esse é o modelo que o Plini usa, dá uma checada: 

Boden Plini Edition Neck-Thru Natural

O braço adentrando o corpo do instrumento somado ao cutaway agressivo permite voicings e solos na parte mais aguda do instrumento. Sonoridade ao extremo – literalmente – e muito conforto. 

Ela vem com um sistema de tremolo ESG Series 5 e captadores feitos por Mark Frank – Plini Edition Humbuckers. 

Os captadores tiveram atenção redobrada. Levou-se algum tempo para desenvolver um humbucker que tivesse a capacidade de reproduzir o leque de timbres que Plini utiliza em seus álbuns. Apesar do uso da distorção, o som precisaria soar claro, limpo e oferecer dinâmica… Os caras conseguiram. 

Perguntas frequentes sobre as melhores marcas de guitarra

Fatores que fazem uma marca de guitarra ser grande

As melhores marcas de guitara têm alguns pontos em comum que podem ser realçados aqui. 

Usamos a popularidade da marca para adicioná-la à nossa listinha. Esse quesito aqui é baseado no número de pesquisas no google e no uso do instrumento por guitarristas que chamam ou chamaram atenção no meio musical.

O modelo da guitarra também entra como um fator. Uma marca de guitarra de respeito deve ter modelos memoráveis e utilizados não só por guitarristas icônicos, mas cair nas graças do grande público, também.

Ano de fundação também é um ponto. Uma marca que passa pela prova do tempo dá um ótimo sinal no quesito confiabilidade. 

Formação do time é outro ponto importantíssimo. Saber que o corpo da empresa é composto por músicos, luthiers, pesquisadores e redes colaborativas dá uma confiança extra na hora de adquirir o produto da marca. Fizemos questão de incorporar esse ponto no nosso crivo. 

O preço também entra na jogada. Geralmente as grandes empresas têm diversas séries e não é incomum terem uma série exclusiva – que tem o preço mais alto – e outra série que replica a exclusiva com um preço mais acessível – trocando alguns componentes por semelhantes mais em conta. 

Esse ponto aqui de cima é tão importante que não é incomum ver marcas “lançando” submarcas unicamente para venda desses produtos com o preço mais acessível, como é o caso da Squier e da Epiphone, que listamos lá em cima. 

Conforto ao tocar é crucial. O instrumento deve ser uma extensão do corpo do músico e quando a empresa aposta nessa qualidade – o conforto – o músico agradece.

Músicos profissionais e estudiosos tendem a passar horas por dia em contato com o instrumento, é importantíssimo que eles se sintam bem ao praticar. 

Como a marca vai afetar o preço da sua guitarra

Marcas boas custam caro. No entanto, não é só a marca que vai deixar o intrumento mais custoso. O que realmente vai fazer a diferença em relação a preço é se uma guitarra é exclusiva de um grande artista. Se for esse o caso, o instrumento vai sair mais caro, mesmo.

Esses modelos exclusivos são feitos de acordo com as especificações do instrumentista – que acompanha o projeto desde seus primeiros rabiscos no papel até a guitarra sair do forno.

A boa notícia é que grande parte das renomadas oferece linhas com preços mais acessíveis como: Epiphone (Gibson), a Squier (Fender), a Sterling (Music Man), entre outras…

Uma dica: fique longe das guitarras que não tem marca. Isso não é pechincha e sim jogar dinheiro fora.

A marca da guitarra realmente importa?

Importa porque passa credibilidade. É tendo essa segurança que podemos abrir mão do nosso rico dinheirinho para investir em um instrumento de qualidade. 

Marca renomada é sinônimo de qualidade e segurança.

Relembrando: fique longe de guitarras sem marca. 

Qual a melhor marca de guitarra para iniciantes?

Fizemos um artigo detalhando tudo que um iniciante precisa saber para escolher uma guitarra para iniciantes e um passo a passo para tocar qualquer música em pouco tempo.

Em resumo, você precisa de uma guitarra que soe bem, seja confortável de tocar, não custe muito caro e te estimule a querer praticar. Confira nosso artigo.

Qual a melhor marca de guitarra do mundo?

O instrumento musical tem muita relação com o gosto do instrumentista.

A guitarra que é a melhor para um pode não ser a que o outro prefere. Inclusive porque um pode gostar mais de Rock e vai escolher uma guitarra que soe melhor nesse gênero, diferente do outro que prefere jazz – e vai preferir uma guitarra que se adeque mais ao estilo.

É o famoso: “Vai do gosto do freguês”. 

Pra não deixar essa pergunta sem resposta, podemos usar o quesito popularidade… Então as melhores marcas de guitarra nesse quesito são a Fender e a Gibson.

A melhor guitarra do mundo é aquela confortável na mão, excelente no som e que te incentiva a tocar e manter contato com o instrumento.

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