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Tipos de baixo: Saiba quais são os 11 modelos mais populares

Quer uma lista completa de todos os tipos de baixo? Obtenha uma visão detalhada dos modelos de baixo e encontre o mais adequado às suas necessidades.
Tipos de baixo

Como você deve imaginar, existem diversos tipos de baixo no mercado. Eles variam em forma e tamanho. Além disso, cada um deles tem seus prós e contras quando se trata de tocabilidade, timbre e aplicação. Um tipo pode funcionar bem para alguns gêneros de música e parecer inadequado para outros. Pode ser ultra-portátil como um Ukulele baixo ou volumoso como um contrabaixo acústico.

O baixo, também chamado de contrabaixo, dá mais corpo e groove à música, fornece os graves do som de uma banda e desempenha um papel harmônicoe rítmico vital. Cada baixista pode optar por um modelo distinto de baixo de acordo com o tipo de som que quer tirar.

As possibilidades vão muito além de apenas Precision e Jazz Bass. Aqui, analisaremos 11 tipos de baixo, vamos entrar nas características de cada um e responder às perguntas mais frequentes sobre eles.

Neste artigo você vai conhecer…

Os 11 tipos de baixo mais populares

Baixolão

O baixo acústico, também chamado de baixolão, é um instrumento com um corpo de madeira oco semelhante a um violão de cordas de aço, embora geralmente maior. 

Apesar de parecer um violão, o som do baixolão é bem mais grave, usualmente uma oitava abaixo das notas do violão. Esse instrumento é mais visto com 4 cordas, no entanto existem versões dele com 5 cordas, também.

O baixolão é ideal para aquelas situações em que se espera um som de baixo menos potente, como rodas de música entre amigos e shows acústicos como os idos MTV Unplugged.

Esse é um dos tipos de baixo que não precisa de amplificador para ser ouvido apropriadamente, então, é uma ótima opção para quem quer praticar o contrabaixo sem incomodar os vizinhos.

As origens do instrumento são atribuídas ao luthier Ernie Ball que adaptou um guitarrón (aquele instrumento mexicano enorme usado pelos mariachi) colocando trastes nele e prototipando um novo instrumento de 4 cordas, que deu origem ao seu famoso baixo acústico, Ernie Ball Earthwood. Sua nova invenção acabou sendo produzida em massa em 1972, mas descontinuada em 1985.

Hoje, o baixolão é um instrumento, até certo ponto, popular e é produzido por diversas marcas do ramo musical.

Marcas que fabricam o baixolão

Algumas marcas nacionais que produzem o baixolão são: Tagima e Strinberg. Já as marcas gringas são: Fender e Ibanez.

Perguntas frequentes sobre o baixolão

Como escolher um baixolão?

Se estiver fazendo a sua escolha online, sempre opte por marcas confiáveis e leia os reviews deixados por quem já comprou o instrumento. Se quiser escolher um baixolão presencialmente, teste diversos instrumentos até achar o mais confortável de se tocar.

Baixolão é igual ao baixo?

Podemos dizer que o baixolão está para o baixo elétrico, assim como o violão está para a guitarra. O baixolão é a versão acústica do contrabaixo elétrico, ele não precisa de amplificação para ser ouvido pois tem uma caixa acústica como a do violão. Apesar dessa diferença, a maneira como se tocam ambos é bem similar.

Que baixolão comprar?

A decisão de compra é muito importante, pois o ideal é que você fique com o seu baixolão por um bom tempo. Então, escolha instrumentos confiáveis como os fabricados por marcas como Tagima, Strinberg, Fender ou Ibanez.

Baixo de 4 cordas elétrico

O baixo életrico de 4 cordas se tornou um instrumento popular pelas mãos do luthier Leo Fender ainda na década de 1950, quando foi lançado o icônico Precision Bass. Mas sua invenção remonta à década de 1930, quando foi criado por Paul Tutmarc.

O baixo elétrico, assim como a guitarra elétrica, foi inventado para compensar a falta de volume necessária para fazer apresentações ao vivo de estilos musicais como country, rock ‘n’ roll e blues. Os luthiers procuravam criar um instrumento mais potente e que fosse mais leve que um contrabaixo acústico (o famoso rabecão).

O baixo elétrico de 4 cordas pode ser encontrado com o corpo sólido – sem a caixa ressonante, feito de madeira maciça e que precisa de um amplificador para ser ouvido apropriadamente – como são os casos dos famosos Precision Bass e Jazz Bass. Assim como podem ser encontrados com o corpo semiacústico – com partes do corpo oco, o que dá alguma projeção de som sem amplificador, mas mesmo assim precisa de um para ser ouvido da melhor forma – como é o caso do Hofner usado por Paul McCartney.

Dos tipos de baixo, esse é, com uma boa vantagem, o mais comumente usado e pode ser ouvido em quase todos os estilos de música. A afinação padrão para um baixo de 4 cordas é – da corda mais para a menos grossa – E, A, D, G (o mesmo que as quatro cordas mais graves da guitarra, mas uma oitava abaixo).

Marcas que fabricam o baixo de 4 cordas

Algumas marcas nacionais que produzem o baixo elétrico de 4 cordas são: Tagima, Giannini e Strinberg. Já as marcas gringas são: Fender, Squier, Yamaha, Ibanez, Rickenbacker, Gibson e Music Man.

Perguntas frequentes sobre o baixo de 4 cordas

Como afinar um baixo de 4 cordas?

Você pode facilmente encontrar afinadores online ou ter um afinador portátil para ajudar. A afinação usual para um baixo de 4 cordas é E, A, D, G (o mesmo que as quatro cordas mais graves do violão, mas uma oitava abaixo). 

Qual a diferença entre baixo de 4 e 5 cordas?

Um baixo de 4 cordas tem um braço mais estreito, espaçamento entre as cordas mais amplo e por isso é mais fácil de tocar. Em comparação, um baixo de 5 cordas tem uma corda extra permitindo um alcance de notas ainda mais graves, mas tem um braço mais largo, além de ser um instrumento mais pesado.

O baixo de 4 cordas é o melhor para iniciantes?

O baixo de 4 cordas é o mais indicado para iniciantes, pois ele é mais fácil de tocar do que as versões com mais cordas. Isso faz com que o processo de aprendizado seja mais prazeroso e com menos desafios, diminuindo a chance do estudante querer desistir do instrumento.

É possível encontrar baixos de 4 cordas baratos e de boa qualidade?

Hoje em dia existem intrumentos de todos os preços e qualidades. As marcas mais conhecidas têm investido cada vez mais em suas linhas de entrada, possibilitando que o consumidor tenha acesso a baixos bons e baratos. Então, é sim possível encontrar baxos de 4 cordas de excelente qualidade e sem custar muito.

Baixo de 5 cordas elétrico

O baixo de 5 cordas tem uma corda a mais do que o seu primo mais popular. Existem dois tipos de baixo de 5 cordas: a configuração mais comum desse modelo de baixo, é a incorporação de uma corda ainda mais grave, afinada em B (Si); existem casos mais raros no qual a corda extra é um C (Dó) mais fino adicionado abaixo da 4ª corda do baixo tradicional.

Ao experimentar um baixo de cinco cordas, sem dúvida você notará diferenças em seu braço, que podem causar alguma estranheza num primeiro momento, pois ele vai ser mais largo para comportar as 5 cordas. Para tentar minimizar isso, alguns fabricantes optam por um espaçamento de cordas um pouco mais apertado, enquanto outros simplesmente tornam o braço do baixo mais largo com um espaçamento mais confortável. 

Lembre-se que como qualquer novo instrumento em seu arsenal, pode levar algum tempo para que se acostume com ele, mas se você quiser essa corda extra, terá que aceitar algumas mudanças na maneira como está acostumado a tocar.

O primeiro baixo de 5 cordas que se tem registro foi lançado pela Fender em 1965. No entanto, ao contrário da versão mais conhecida atualmente, ele tinha um C (Dó) mais agudo em vez de um B (Si) grave. A quantidade total de trastes desse baixo era reduzida a um total de quinze, diferente dos 20 trastes que se vê hoje tanto em baixos de 5 quanto de 4 cordas.

A vantagem de optar por um baixo de 5 cordas é que essa corda adicional dá a capacidade de estender a gama dos graves que podemos alcançar. Baixos de 4 cordas padrão levam a um E (Mi) solto no máximo, mas uma 5ª corda adicional vai te levar a um estrondoso B (Si). para adicionar um pouco de peso extra naquele último refrão, fazendo você chegar a frequências graves impossíveis de se alcançar com um baixo de 4 cordas tradicional.

Marcas que fabricam o baixo de 5 cordas

Algumas marcas nacionais que produzem o baixo de 5 cordas são: Tagima, Giannini e Strinberg. Já as marcas gringas são: Squier, Yamaha, Ibanez, Fender e Music Man.

Perguntas frequentes sobre o baixo de 5 cordas

Como afinar o contrabaixo de 5 cordas?

Se o baixo tiver uma corda grave a mais ele deve ser afinado com as notas: B-E-A-D-G (Si-Mi-Lá-Ré-Sol). Já se for adicionada uma corda mais fina, o baixo deve ser afinado com as notas E-A-D-G-C (Mi-Lá-Ré-Sol-Dó). Diferente da guitarra, no baixo a corda que vem depois do G é um C e não um B.

É difícil tocar baixo de 5 cordas?

Comparado ao baixo de 4 cordas, o baixo de 5 cordas é um pouco mais difícil de tocar. Isso ocorre porque há uma corda adicional para manter silenciada e controlada. Também, baixos de 5 cordas têm braços mais largos do que baixos de 4 cordas, por isso exigem mais de suas mãos.

Quais são as cordas do baixo de 5 cordas?

Existem duas possibilidades para as cordas do baixo de 5 cordas. A mais comum é a adição de uma corda mais grave B (Si) em cima das comuns ao baixo de 4 cordas E-A-D-G (Mi-Lá-Ré-Sol). A segunda opção é a adição de uma corda mais aguda C (Dó) abaixo dessas quatro citadas.

Baixo de 6 cordas

Em 1959 a Danelectro, uma marca americana de instrumentos, criou o primeiro baixo de 6 cordas. Em seguida, a Gibson e a Fender usaram essa ideia para fazer o Gibson EB-6 em 1960, e o Fender VI em 1962.

Curiosidade: Em algumas gravações dos Beatles, nas quais Paul McCartney tocava piano, George Harrison ou John Lennon assumiam o baixo e usavam um de 6 cordas para essas músicas. Em canções como Back in the USSR, Dig It, The Long and Winding Road, Rocky Raccoon e Honey Pie, você pode escutar o som de baixo de um Fender VI.

O Baixo de 6 cordas acaba sendo “uma soma” dos 2 tipos de baixo de 5 cordas que citamos. Ele adiciona uma corda B (Si) mais grave e uma C (Dó) mais aguda às já existentes num baixo de 4 cordas E-A-D-G (Mi-Lá-Ré-Sol). As duas cordas extras tornam mais fácil para o baixista atingir notas mais agudas e , também, mais graves sem se mover muito no braço do instrumento – o que alguns músicos podem preferir.

A maioria dos músicos que adotam o baixo de 6 cordas concorda que as 6 cordas fornecem a quantidade “certa” de alcance tonal para todos os graves e agudos que um baixista precisaria.

Isso significa que você deve desistir do baixo de 4 cordas em favor de um de 6? Não. Significa apenas que o de 6 realmente faz sentido, musicalmente falando.

Nunca é uma boa ideia generalizar, mas você não encontrará muitos músicos em bandas de rock mais populares tocando um baixo assim. Este tipo de baixo é mais comum em bandas de jazz e metal.

Marcas que produzem o baixo de 6 cordas

Algumas marcas nacionais que produzem o baixo de 6 cordas são: Tagima e Condor. Já as marcas gringas são: Ibanez e Cort.

Perguntas frequentes sobre o baixo de 6 cordas

Quais são as cordas do baixo de 6 cordas?

O primeiro baixo de 6 cordas era afinado exatamente como a guitarra, só que uma oitava abaixo, e as cordas eram E-A-D-G-B-E. Hoje, esse instrumento é normalmente afinado em quartas e as cordas são B-E-A-D-G-C.

Quem inventou o baixo de 6 cordas?

Em 1956 a marca americana de instrumentos Danelectro apresentou ao mundo o primeiro baixo de 6 cordas, ele era afinado com as mesmas notas da guitarra, mas uma oitava abaixo.

O baixo de 6 cordas é bom para iniciantes?

Para acomodar as 6 cordas, esse tipo de baixo tem o braço muito mais largo que um baixo de 4 cordas. Além disso, existem 2 cordas a mais pra manter silenciadas enquanto toca as demais. Esses são alguns dos motivos que fazem o baixo de 6 cordas não ser o mais adequado para iniciantes.

O baixo de 6 cordas é tocado como uma guitarra?

Embora esse tipo de baixo tenha também 6 cordas e seu formato lembre o de uma guitarra, o baixo deve ser encarado como um instrumento fundamentalmente diferente da guitarra, sua natureza não deve ser ignorada. Normalmente, um baixo fornece suporte harmônico e rítmico à banda, funcionando como uma “cola” entre a bateria e a guitarra.

Contrabaixo Acústico ou Rabecão

O Rabecão é o baixo usado em orquestras sinfônicas e muito comum, também, em bandas de Jazz. Ele é o instrumento de cordas mais grave de uma orquestra.

Também conhecido como contrabaixo acústico, ele possui quatro cordas grossas (normalmente são elas E-A-D-G), um corpo oco e o braço sem trastes. Pode ser tocado deslizando um arco pelas cordas, fazendo com que elas vibrem e sejam ouvidas através de sua caixa acústica com f-holes (aqueles recortes no tampo do instrumento em formato de “f”). O contrabaixo também pode ser tocado em pé, puxando as cordas em vez de deslizar o arco, em uma técnica chamada pizzicato.

O registro mais antigo na história que se tem do contrabaixo acústico data de 1516, mas relatos escritos mais antigos registram casos de “violas tão grandes quanto uma pessoa”, que muitos historiadores acreditam já ser um rabecão.

Curiosidade: Apesar de não ser muito comum de ver bandas de rock usando o contrabaixo acústico, alguns artistas já usaram esse instrumentos em suas gravações, são eles: Slayer, Metallica, Motorhead e Slipknot.

Marcas que produzem o contrabaixo acústico

Algumas marcas nacionais que produzem o contrabaixo acústico são: Michael e Tarttan. Já as marcas gringas são: Yamaha, Eastman, Strobel e Cremona.

Perguntas frequentes sobre o contrabaixo acústico

Por que o nome contrabaixo?

O termo vem do italiano contrabasso e pode ser usado para denominar diversos tipos de instrumentos que emitem notas graves, soando pelo menos uma oitava abaixo dos demais instrumentos. Em inglês, esse tipo de baixo é chamado de Double Bass, o verbo “dobrar” significa que dois instrumentos ou vozes tocam linhas paralelas de música, não necessariamente emitindo as mesmas notas – por exemplo, dobrando em terças, quintas, sextas ou oitavas – e essa é uma das funções do contrabaixo quando usado em orquestras.

Contrabaixo acústico é o mesmo que violoncelo?

Não, esses são instrumentos distintos. Os dois são os maiores instrumentos de corda numa orquestra, sendo o contrabaixo o maior e o violoncelo o segundo maior. O violoncelo é tocado sentado, enquanto que o contrabaixo é tocado em pé. O violoncelo tem um tom rico e profundo que se assemelha à voz de tenor, menos grave que o contrabaixo. Além disso, o violoncelo tem um alcance de notas mais amplo, podendo tocar notas que abrangem cerca de cinco oitavas, enquanto o contrabaixo pode tocar apenas cerca de quatro.

O contrabaixo acústico pode ser tocado no estilo pizzicato?

O estilo pizzicato é uma técnica de se tocar instrumentos de cordas, que normalmente são tocados com arco, com os dedos. Assim como o violino e a viola, o contrabaixo também pode ser tocado no estilo pizzicato.

Quantas cordas tem o contrabaixo acústico?

Um contrabaixo geralmente é configurado com quatro cordas afinadas em E–A–D–G. Uma quinta corda mais aguda é ocasionalmente adicionada – em baixos de bandas de jazz – para permitir que as notas altas sejam alcançadas mais facilmente.

Baixo Fretless

O baixo fretless é essencialmente um baixo sem trastes em seu braço. Isso resulta em uma transição suave de uma nota para outra, pois você consegue escorregar seus deus ao longo do braço sem nenhum “obstáculo” para atrapalhar.

Os trastes dividem o braço do instrumento em semitons, que é o menor intervalo de notas possível na música ocidental. Sem os trastes, o baixo pode produzir sons fora das escalas ocidentais, trazendo uma infinita possibiidades de novos sons e notas.

Os baixos fretless são frequentemente caracterizados por sua sonoridade suave. Eles tendem a não ter a pulsação metálica dos baixos elétricos padrão e, em vez disso, produzem um som mais gracioso com agudos suaves e graves estrondosos. Essas características sonoras explicam porque os baixos fretless casam tão bem com o jazz.

Enquanto os contrabaixos acústicos verticais sem trastes estão por aí há muito tempo, o baixo elétrico sem trastes é na verdade uma invenção relativamente recente – esse é um dos tipos de baixo que trouxe um approach novo e mudou o curso da música moderna.

Um dos primeiros usuários documentados de um baixo fretless elétrico foi ninguém menos que o baixista dos Rolling Stones, Bill Wyman. Em 1961, ele havia comprado um baixo usado que tinha problemas no braço, para tentar ajustar o som ele retirou os trastes para consertar e, por um fator de sorte, percebeu que o som dele ficava super macio e diferente sem os trastes, decidindo mantê-lo dessa forma.

No entanto, apesar de Bill Wyman ter sido talvez o pioneiro com esse tipo de baixo, quando a maioria das pessoas pensa em baixos fretless, elas lembram de Jaco Pastorius. Ele é facilmente o instrumentista mais icônico e conhecido por tocar o baixo fretless. Sua associação com esse instrumento é tão icônica que é difícil imaginá-lo sem ele.

Marcas que produzem o baixo fretless

Uma das marcas nacionais que produzem o baixo fretless é a Giannini. Já as marcas gringas são: Squier, Fender, Music Man e Ibanez.

Perguntas frequentes sobre o baixo fretless

Quem inventou o baixo fretless?

O contrabaixo acústico fretless já existe há muito tempo. No entanto a invenção do baixo fretless elétrico é atribuída à Bill Wyman, primeiro baixista dos Rolling Stones, e data de 1961.

É mais difícil tocar um baixo fretless?

Tocar o baixo fretless é um pouco mais difícil do que tocar baixos comuns, pois perde-se a referência das casas do braço. Se você está comprando seu primeiro baixo, não escolha um baixo fretless, a menos que tenha certeza de que é o som que procura. É preciso um pouco de prática extra para tocar com precisão as notas em um baixo fretless.

Pode fazer slap num baixo fretless?

Você pode fazer slaps num baixo fretless, tal qual num baixo com trastes. No entanto, a falta de trastes produz um som mais quente e menos estalado, que é atípico para a técnica. Com a técnica certa e boa equalização, um baixo fretless pode produzir um ótimo som de slap, mas ainda soará diferente de um baixo com trastes.

Como tocar o baixo fretless?

Enquanto um baixo com trastes exige que você simplesmente pressione uma corda para baixo numa determinada casa para produzir a nota desejada, em um baixo fretless, você deve pressionar a corda para baixo no braço e garantir que seu dedo fique em uma posição onde um traste normalmente estaria. Portanto, a ação de empurrar uma corda para baixo em direção ao braço é praticamente a mesma. Mas em um baixo fretless, você também é responsável por garantir que as notas soem afinadas.

Baixo U-bass ou Ukulele Baixo

Conhecido também como o  “ukulele baixo” , o U-bass combina cordas de baixo de tensão leve com um corpo pequeno e oco. Para ser apropriadamente escutado, ele tem um captador poderoso para produzir um tom de baixo de verdade e, portanto, precisa de um amplificador – pois sem um, o som desse “mini-baixo” não ressoa com alto volume.

O ukulele baixo é afinado exatamente como um contrabaixo acústico ou baixo elétrico, E-A-D-G. Estando uma oitava completa abaixo das quatro primeiras cordas de uma guitarra normal, e duas oitavas e meia abaixo da afinação padrão do ukulele (G-C-E-A).

A marca de instrumentos Kala lançou o U-bass original em 2009, e sua invenção foi muito bem recebida no mundo da música. O que impressiona nesse tipo de baixo é o som similar a um contrabaixo acústico vertical que sai do pequenino U-bass.

Marcas que produzem o U-bass ou Ukulele Baixo

Uma das marcas nacionais que produzem o U-bass é a Tagima. Já as marcas gringas são: Kala, Donner e Luna Guitars.

Perguntas frequentes sobre o U-bass ou Ukulele Baixo

Quem inventou o Ukulele Baixo?

A fabricante de instrumentos californiana Kala foi a primeira a fabricar o U-bass, e a marca inclusive é registrada por eles. Os demais Ukulele baixos vieram na sequência e são inspirados nessa invenção.

Quais as cordas de um Ukulele Baixo?

As cordas de um ukulele baixo são afinadas da mesma forma que a afinação padrão de um baixo elétrico ou contrabaixo acústico. São elas: E-A-D-G (Mi-Lá-Ré-Sol).

Onde comprar um Ukulele Baixo?

O Ukulele baixo pode ser adquirido em lojas físicas e online. Quando for comprar online se atente aos reviews em geral para fazer a melhor escolha.

Baixo de 8 cordas

O baixo de 8 cordas possui cordas de curso duplo normalmente afinadas em oitavas, com ambas as cordas em um curso tocadas simultaneamente. Ele foi inventado pelo músico e engenheiro Eric Krackow, que se inspirou nos violões de 12 cordas para construir esse baixo. Por volta de 1967 o instrumento começou a ser comercializado em maior escala.

A maneira mais comum de encontrá-lo é com trastes, apesar de também ser fabricado na versão fretless.

Curiosidade: Jimi Hendrix toca um baixo de 8 cordas na gravação da música Crosstown Traffic. Além disso, alguns baixistas de renome em determinado momento já experimentaram tocar um desses baixos, entre eles podemos citar Jeff Ament do Pearl Jam, Paulo Pinto do Sepultura, John Paul Jones do Led Zeppelin e Lemmy do Motorhead.

O baixo de 8 cordas tem as mesmas cordas de um de 4 cordas eE-aA-dD-gG (sendo as letras minúsculas as cordas afinadas uma oitava acima). E diferente do violão de curso duplo, as cordas da oitava mais aguda, normalmente, ficam em cima – e não embaixo – da corda “normal” para ajudar na tocabilidade.

Um baixo desse tipo soa como se uma guitarra tivesse dobrando as linhas do baixo. Como esse não é um instrumento que você vai usar com muita frequência, uma dica interessante é optar por ter um pedal oitavador para emular o som do baixo de 8 cordas sem ter que adquirir um.

Outra informação relevante é que existem outros tipos de baixo de 8 cordas. Você vai ver por aí baixos “diferentões” que tem mais 4 cordas de fato. Normalmente esse tipo é produzido com luthiers somente sob encomenda e têm um braço bem largo para comportar as cordas extra. 

Marcas que produzem o baixo de 8 cordas

Algumas marcas gringas que fabricam o baixo de 8 cordas são:ESP, Schecter, Ibanez, Washnurn e Rickenbacker.  

Perguntas frequentes sobre o baixo de 8 cordas

Qual o propósito de um baixo de 8 cordas?

Alguns baixistas usam esse tipo de baixo para preencher espectros e frequências mais agudas do som. O instrumento traz um diferencial para a música pois lembra a sonoridade de uma guitarra dobrando as linhas do baixo.

O que é um baixo de 8 cordas?

É um baixo que adiciona cordas mais finas – e afinadas uma oitava acima – às 4 cordas tradicionais do baixo. Elas ficam bem juntinhas às cordas “normais” do baixo – o que se chama de curso duplo – dando uma sonoridade diferente, oitavada, ao instrumento.

Baixo de 12 cordas

No mundo dos instrumentos, você vai encontrar experimentos que parecem loucos a princípio e o baixo de 12 cordas certamente é um deles. 

A ideia desse experimento se deu em 1977, queriam ir ainda mais além do baixo de 8 cordas e colocar uma terceira corda em cada curso, ou seja, cada grupo de cordas teriam três – isso mesmo, três – cordas.

Com medo de que a tensão de tantas cordas rompesse o braço, optaram por fazer um instrumento de 10 cordas primeiro, com 3 cordas somente nos cursos D (Ré) e G (Sol), os demais grupos E (Mi) e A (Lá) teriam apenas 2 cordas.

O braço aguentou bem as 10 cordas a mais e aí partiram para adições extra. Foi aí que nasceu o baixo de 12 cordas, que é configurado como um baixo normal, mas em vez de ter quatro cordas, ele tem quatro grupos de cordas. Ele é tocado exatamente como um baixo convencional de 4 cordas. Para cada nota tocada, você toca três notas ao mesmo tempo, a nota convencional e duas notas uma e duas oitavas acima, respectivamente.

Curiosidade: A introdução de Jeremy do Pearl Jam é tocada com um baixo de 12 cordas.

Marcas que produzem o baixo de 12 cordas

Algumas marcas gringas que fabricam o baixo de 12 cordas são: Hamer, Dean Guitars, Schecter, Gretsch e Musicvox.

Perguntas frequentes sobre o baixo de 12 cordas

Como se afina um baixo de 12 cordas?

O baixo de 12 cordas tem 4 grupos de 3 cordas. Cada grupo é afinado com as notas de um baixo normal, sendo as 2 cordas extra mais agudas, atingindo uma e duas oitavas acima, respectivamente. A representação da afinação desse tipo de baixo é eeE-aaA-ddD-ggG.

Baixo Multiescala (Fanned Frets)

Fanned frets bass na tradução literal seria algo como baixo com trastes em leque. Também conhecidos como baixo multiescala, esses são tipos de baixo que têm os trastes em um ângulo calculado para dar a cada corda um comprimento de escala diferente, mais longo nas cordas mais graves e mais curto nas cordas mais agudas.

Mas qual o propósito de ser ter trastes angulados?

Em uma explicação rápida, cordas mais graves soam melhor quando têm mais espaço para vibrar. Não é à toa que os baixos têm braços mais longos que as guitarras. Então, esse tipo de baixo tenta melhorar ainda mais essa dinâmica aumentando ainda mais a escala das cordas mais graves.

Os baixos multiescala – com trastes em leque – parecem muito diferentes dos baixos comuns, mas você vai ficar surpreso ao saber que eles não têm uma tocabilidade tão diferente assim.

A sensação geral de um baixo com trastes em leque depende de quão extremo é o angulo do leque. Quanto mais extremo for o leque, mais você o notará ao tentar passar de uma corda para outra. Mas, no fim das contas, a adaptação a esse tipo de baixo é rápida.

Curiosidade: A patente do primeiro instrumento com braço multiescala ou com fanned frets data de 1989, de propriedade do luthier Ralph Novak.

Marcas que produzem o baixo multiescala com fanned frets

Algumas marcas gringas que fabricam o baixo multiescala com fanned frets são: Ibanez, Cort e Spector.

Perguntas frequentes sobre os baixos multiescala

É mais difícil de tocar o baixo multiescala?

O baixo multiescala não é mais difícil de tocar, apesar de sua aparência levar a crer que sua tocabilidade seja pior. Esses tipos de baixo são construídos dessa forma apenas para equalizar a tensão que cada corda exerce sobre o braço.

Baixo Piccolo

Um baixo piccolo é um baixo de escala curta com cordas especiais afinadas uma oitava acima para ficar na mesma faixa tonal de uma guitarra padrão. Eles têm suas quatro cordas afinadas exatamente da mesma forma que as cordas mais graves de uma guitarra: E-A-D-G.

O piccolo se diferencia de outros tipos de baixo pelo fato de ser afinado uma oitava acima. E por isso ele acaba tendo uma sonoridade mais aguda e brilhante que um baixo comum. Tocar a corda E (Mi) solta num piccolo seria equivalente a tocar a mesma corda na 12ª casa de um baixo comum. Esse tipo de afinação faz com q esse baixo possa ser usado tanto para melodias e slaps, quanto para acordes de baixo.

Um baixo piccolo é um instrumento interessante se você quiser explorar arranjos de acordes e melodias mais próximos do som de uma guitarra, mas usando escalas e formas familiares a um baixo. Lembre-se, no entanto, que o baixo piccolo não preenche totalmente a região grave que um baixo comum geralmente preenche, caso você queira ter um em seu arsenal, encare o instrumento como um item adicional que pode proporcionar oportunidades musicais únicas, mas que não vai ser o seu instrumento do cotidiano.

A escala curta do baixo piccolo é amigável para músicos que procuram um instrumento menor e mais fácil de tocar. Nesse sentido, as crianças podem se beneficiar muito com a escala mais curta em termos de tocabilidade.

Tenha em mente que encontrar um baixo com todas as configurações de um piccolo – escala curta e cordas piccolo – não é uma tarefa fácil. O que alguns baixistas fazem para contornar esse problema, é adquirir um baixo de escala curta e substituir as cordas tradicionais por cordas piccolo.

Marcas que produzem o baixo piccolo

Uma marca gringa que fabrica o baixo piccolo é a Ibanez.

Perguntas frequentes sobre o baixo piccolo

Como é a afinação de um baixo piccolo?

Um baixo piccolo é afinado com as mesmas notas que um baixo comum, só que uma oitava acima. As quatro cordas do baixo piccolo são E2-A2-D2-G2, o dois ao lado de cada nota representam uma oitava acima do baixo tradicional.

O baixo piccolo é difícil de tocar?

Por ser ser um baixo de escala curta, acaba sendo um baixo com excelente tocabilidade. Bom para crianças e adultos com as mãos pequenas. 

Quem inventou o baixo piccolo?

A invenção do baixo piccolo aconteceu no início dos anos 1970 e é atribuída a Stanley Clarke e Ron Carter, que faziam experimentações com encordoamentos e afinaçoes, buscando um baixo com sons mais agudos.

Antes de terminar…

Agora que você já conhece os principais tipos, descubra quais são as melhores marcas de baixo do mercado.

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