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Tipos de Guitarra: Saiba Quais São os Modelos Mais Conhecidos

Conheça os principais tipos de guitarra e saiba quais são os modelos mais populares do mercado.
Tipos de guitarra

Aqui no Resenha temos como objetivo facilitar as escolhas dos aficionados por instrumentos. Nesse artigo abordamos quais são os tipos de guitarra, quais modelos de guitarra são os mais conhecidos e destacamos alguns guitarristas icônicos que usam cada um deles no dia a dia. 

Pode deixar com a gente que, além do texto explicativo, vamos mostrar imagens para elucidar qualquer tipo de dúvida que exista sobre os diferentes tipos de guitarra.

Como organizamos o guia dos tipos de guitarra

Apesar da guitarra estar com a gente há praticamente um século – e olha que ela era bem diferente em 1920 –  esse é um instrumento novo quando comparado ao piano, flauta, tambor e vários outros.

E por mais que esteja “há pouco tempo” no mundo da música, o instrumento já conta com mais de 100 modelos diferentes dentre as categorias – semiacústica, corpo sólido, archtop e híbrida.

A decisão de que instrumento comprar é uma tarefa difícil para um novato, ou até mesmo para alguém que já seja experiente e queira testar timbres diferentes para um novo gênero que pretenda tocar. Como existe uma questão subjetiva, é um fato que existe uma melhor guitarra do mundo para cada guitarrista.

Assim, na missão de ajudar você a conhecer melhor as guitarras dísponiveis no mercado, e para fins de organização, separamos o artigo em categorias (ou tipos de guitarra) e destacamos modelos famosos de cada uma delas. Também, vamos mostrar opções mais baratas de cada um desses modelos.

Neste artigo você vai ler:

Então, vamos destrinchar!

Guitarras de corpo sólido

Guitarras de corpo sólido são aquelas que tem sua estrutura maciça – diferente das semiacústicas, que são parcialmente ocas. Em outros termos, não possuem caixa ressonante. Qualquer buraquinho que tenha no corpo é somente para alocar captadores, chave seletora, equalizadores, volume e demais atributos que o guitarrista queira customizar. 

A primeira guitarra de corpo sólido foi projetada pelo músico, luthier e inventor Les Paul enquanto ainda trabalhava na fábrica de guitarras Epiphone. Ele chamou sua invenção de “log”, pois ela consistia em um simples bloco sólido de madeira com um braço preso a ele. Esta é considerada a primeira guitarra elétrica de corpo sólido e a invenção remonta a 1941.

Um diferencial do corpo sólido para o semiacústico, é que o primeiro é menos sujeito ao feedback – aquele ruído que também chamam de microfonia. Outro ponto importante é que essas guitarras são menos frágeis – aguentam mais os trancos do dia a dia. Isso engloba também as mudanças de temperatura, que fazem a guitarra empenar, trastejar e desregular. 

Corpos sólidos são mais finos e ergonômicos do que o de suas primas semiacústicas. Não podendo depender da caixa acústica, elas precisam de captadores e um amplificador para serem ouvidas apropriadamente.

Falando no som que emitem, guitarras de corpo sólido tendem a ter o maior sustain entre os diferentes tipos de guitarra, já que a densidade da madeira contribui para a sustentação das notas.

Agora, é hora de conhecer os modelos de guitarra de corpo sólido mais icônicos. Saca só!

Fender Stratocaster

Lançado em 1954, pode-se dizer que esse é um dos modelos de guitarra mais famosos existentes – não é à toa que diversas marcas copiam o modelo Strato, inclusive usam “Stratocaster” no nome (não oficialmente). 

O desenho do corpo permite que o guitarrista atinja os frets mais agudos sem precisar alongar o dedo 4 ou mudar a posição da mão. A parte de trás do corpo, com um desnível na madeira, foi feita pensando no conforto do instrumentista.

A configuração clássica da Stratocaster é a seguinte: Três captadores single-coil, uma alavanca, uma chave seletora, dois controladores de timbre e um controlador de volume.

No modelo Stratocaster, a alavanca é conectada à ponte. Esta, funciona a base de molas – que ficam dentro de uma “caixinha”, as mesmas que o guitarrista precisa abrir para trocar as cordas. Quando empurrada ou puxada, faz com que a tensão das cordas diminua ou aumente, implicando na mudança do som. 

Nesse modelo de ponte consegue-se de vibratos sutis a dive bombs, aqueles barulhos mais intensos que chegam a soar parecidos com bombardeios de guerra.

Curiosidade: Jimi Hendrix era mestre dos dive bombs. Ele criou essa técnica inspirado na guerra  “EUA x Vietnã”. O Dive Bomb consiste em tocar uma corda e diminuir sua tensão com a alavanca. O resultado lembra o som de uma bomba caindo. 

A Fender faz Stratocasters de diversas qualidades e níveis. 

A Squier, subsidiária da Fender, fabrica séries mais acessíveis que são excelentes para iniciantes que gostam do desenho e timbre – e é um jeito de se ter uma “Fender” em casa sem se preocupar com o bolso. A Player Stratocaster é fabricada no México, seria uma Fender de nível médio que soa extremamente bem pelo preço mais acessível. E por último, os modelos fabricados nos EUA – que usam madeiras, eletrônicos e hardware de alta qualidade – se dividem em várias séries, incluindo American Performer Stratocasters, American Professional Stratocasters, e as mais cobiçadas e caras, as Fender Custom Shop Stratocasters.

Em suma, a Stratocaster é um dos tipos de guitarra mais versáteis, atendendo guitarristas com técnicas diferentes e de diversos gêneros musicais. E justamente por isso talvez seja difícil classificar o som. Diz-se, comumente, que o som limpo é imaculado. Ela emite agudos nítidos, médios que tendem às frequências mais agudas e graves balanceados. 

Dá uma olhada nessa Fender Player Stratocaster!

Guitarristas que usam a Fender Stratocaster

Só para mencionar alguns: Jimi Hendrix, Eric Clapton, Stevie Ray Vaughan, David Gilmour, Mark Knopfler, Yngwie Malmsteen, John Frusciante, Rory Gallagher, Ritchie Blackmore, Buddy Guy, Eric Johnson, George Harrison, Cory Wong, Dave Murray, Tash Sultana, Kenny Wayne Shepherd, Jeff Beck, Tom Morello, Jim Root, Albert Hammond Jr. e vai que vai…

Outras marcas que fabricam o modelo Stratocaster

Pode se dizer que praticamente qualquer empresa de guitarra produz uma série ou outra com as características de uma Stratocaster. Como já foi dito aqui, muitas usam o nome Stratocaster – não oficialmente – em seus modelos “réplicas”. 

Após anos usando uma Fender Strato, John Mayer desenvolveu junto com a PRS – Paul Reed Smith – um modelo que atendesse às suas necessidades. O resultado foi uma Fender Stratocaster com a mão da PRS. A guitarra fez tanto sucesso que resolveram lançar um modelo mais acessível e que não deixa nada a desejar pro modelo original.

Ibanez, Yamaha, PRS, Tagima, Magneto, Music Maker, Suhr, todas essas e algumas outras têm uma “stratinho” modelada. 

A Tagima, que tem o mestre Zaganin no controle de qualidade da empresa, possui guitarras interessantes – pensando nessa linha Strato. Se liga nessa Tagima TG 500 BK! Uma excelente alternativa para quem quer ter um timbre Stratocaster.

A empresa mais famosa de todas por fazer modelos Stratocaster- sem ser a Fender, obviamente – é sua subsidiária, Squier. A Squier há anos faz “réplicas” de diversas séries da Fender e existem várias com sonoridade excelente, como essa Squier® Stratocaster® Pack.

Curiosidade: O estilo Superstrat começou a aparecer com força em 1980. Diz-se que Ritchie Blackmore foi um dos primeiros a “modernizar” a guitarra tradicional. Geralmente essas “modernizadas” são a adição de captadores mais poderosos, pontes com microafinação – Floyd Rose, por exemplo –  e outros componentes.. Essas guitarras Superstrat derivam do modelo Stratocaster, mas tem um desenho mais agressivo e são mais usadas por guitarristas de rock e metal.

A icônica Superstrat do Steve Vai agora tem versão com preço mais acessível. Se liga nessa guitarra que tem tudo que a gente falou aí em cima: Ibanez JEMJRWH Steve Vai Signature

Fender Telecaster

Elaborado em 1949, o modelo foi o primeiro instrumento de corpo sólido com produção em massa e a evolução da Tele aconteceu da seguinte maneira: primeira a Esquire, depois a Broadcaster, em seguida a Nocaster, até chegarem na Telecaster.

A configuração clássica desse modelo famosíssimo conta com dois captadores single coil e não tem alavanca.

Já que citamos os captadores, vale a pena ressaltar que foi na Telecaster, ainda chamada de Esquire na época, que a Fender utilizou pela primeira vez sua invenção de captadores single-coil

Ela apresenta uma chave seletora – para escolha de combinação dos captadores – e dois potenciômetros – um de volume e um de timbre. 

Conhecido pelo som puro e cortante, esse é um dos tipos de guitarra que é normalmente associado ao gênero musical country, mas é usado em outros estilos, por exemplo, no blues e até mesmo no punk rock.

Com o design mais simples que a Stratocaster, a Tele conta com somente um cutaway – aquela reentrância no corpo da madeira que permite ao guitarrista chegar em notas agudas mais facilmente.  

Essa Fender Classic Series 50’s Telecaster Lacquer tem tudo e mais um pouco. Ela é uma reedição e evoca todas as características do instrumento na década de seu lançamento, com um autêntico acabamento em laca de nitrocelulose – o mesmo que usam pra laquear móveis de madeira – que fornece um lindo acabamento. 

Com a configuração clássica, esse é um dos modelos de  guitarra que não é indicada para os que abusam de high gain – distorção no talo. Para atender esse estilo, a Fender fez Teles com algumas modificações, um exemplo disso é a Fender Player Telecaster HH, com dois humbuckers! Pancada! 

Guitarristas que usam a Fender Telecaster

Esse listinha básica tem nomes como Albert Collins “The Master of the Telecaster”, Bruce Springsteen, El Hefe, Danny Gatton, Graham Coxon, Bill Frisell, George Harrison, Jonny Greenwood, PJ Harvey, John 5, Richie Kotzen, Albert Lee, Avril Lavigne, Tom Morello, Muddy Waters, Keith Richards, Mike Stern, Joe Strummer, Andy Summers, Keith Urban, …

Muitos dos “Guitar Heroes” que são conhecidos por empunhar outro modelo de guitarra escolheram a Tele para certas situações. 

David Gilmour a usou na versão de estúdio de “Run Like Hell”. George Harrison a usou na “Get Back Sessions”, “The Rooftop Concert” e no álbum “Let it be”. Eric Clapton iniciou a carreira usando uma Tele. Exemplos não faltam. Em um momento ou outro, todos querem tirar uma casquinha da sonoridade particular que a Telecaster oferece. 

Outras marcas que fabricam o modelo Telecaster

A Fender Telecaster também é um dos modelos mais replicados do mundo. Diversas marcas tem uma linha similar a essa guitarra icônica que revolucionou o mundo dos modelos de guitarra com corpos sólidos. 

Squier Strinberg, Suhr, Magneto, Michael, e Ibanez são algumas marcas que fabricam guitarras inspirdas na Telecaster

A Tagima fez um modelo similar – Tagima TW-55 Butterscotch Woodstock e com preço bem acessível. Versatilidade é o nome do jogo. Design clássico e bastante competitiva na sua faixa de preço. 

Citando modelos similares, não tem como deixar de fora uma boa Squier. Se liga nessa Squier Bullet Telecaster . Ela tem excelente sonoridade e tocabilidade.

Gibson Les Paul

Lester William Polfuss era compositor, guitarrista, luthier e inventor. Mais conhecido como Les Paul, foi um dos pioneiros da guitarra elétrica e inventou um protótipo chamado The Log que serviu de inspiração pro modelo Gibson Les Paul.

O modelo Les Paul foi apresentado ao público em 1952. Contava com dois single-coil P-90 e o cutaway único – na parte de baixo do corpo. Mais pro fim da década que os P-90 foram substituidos pelos humbuckers – que agora fazem parte da configuração padrão do instrumento.

Além de ser “peso-pesado” no ramo musical,  esse é um dos tipos de guitarra que não é tão leve quanto as outras. Geralmente com o preço acima das Fender’s, não costuma ser a primeira opção para os iniciantes – se você quer ver uma lista de guitarras para iniciantes, dá uma olhada no nosso artigo sobre isso.

A guitarra é conhecida pelo seu som aveludado, encorpado, com grande sustain – tempo que o som permanece sendo ouvido após a corda ter sido tocada – e com um dos sons limpos mais bonitos que existem no mundo guitarrístico.

A Les Paul conta também com dois controles de timbre, dois controles de volume e uma chave seletora com três fases. O corpo e braço da Les Paul são colados e não parafusados, como outras guitarras são – e em teoria, isso melhora a ressonância e talvez seja a causa do grande sustain.

Guitarristas que usam a Gibson Les Paul

Essa lista conta com nomes como Les Paul, Slash, Zakk Wylde (agora com Wylde Audio), Jimmy Page, Billy Gibbons, Ace Frehley, Randy Rhoads, Pete Townshend, Joe Perry, Duane Allman, Gary Moore. 

Convenceu? Não? 

Então toma mais: Bob Marley, Buckethead, Neal Schon, Peter Green, Alex Lifeson, Sergio Vallin, Adam Jones, Steve Hackett, James Hetfield e por aí vai.

Praticamente todos os artistas têm uma Les Paul escondida no armário para levar ao estúdio para gravar ou para algum show especial. 

Antes da Fender “roubar” o Clapton, estava lá ele de Les Paul, ou mesmo SG.

Outras marcas que fabricam o modelo Les Paul

A Epiphone pode vir abrindo a lista das marcas que copiam o modelo. A Epiphone oferece um modelo semelhante com preço acessível. 

Existem diversas empresas que fabricam um modelo semelhante, ou seja, pode-se achar várias não-Gibson modelo Les Paul. A ESP, Tagima, Ibanez, LTD, Strinberg, Michael e Cort são algumas delas.

Gibson SG

Introduzida ao mundo em 1961, inicialmente chamada de Gibson Les Paul SG, é a guitarra mais vendida da Gibson. SG vem de Solid Guitar – guitarra sólida, ao pé da letra. 

A SG tem “dois chifrinhos” – os cutaways – no corpo e um braço longo. É um modelo pequeno e leve quando comparado com o Les Paul. 

Na configuração original, essa guitarra vem com dois captadores (um na ponte e um no braço), dois controles de volumes, dois controles de timbre e uma chavinha seletora (com três posições). O modelo é simples e versátil. 

O som que a SG emana é potente e volumoso – muito apreciado nos gêneros blues e rock.

Checa essa belezura aqui: Gibson Sg Tribute Vintage Cherry Satin 

Guitarristas que usam a Gibson SG

Grandes heróis da guitarra utilizaram e utilizam esse modelo. Derek Trucks, um guitarrista super completo que fazia parte do Allman Brothers e hoje tem sua própria banda, há anos toca com o modelo e parece não querer se desgrudar dele.

Angus Young faz da guitarra uma extensão do seu corpo. Impossível imaginar esse guitar hero sem empunhar esse axe

Tony Iommi fez riffs e solos das trevas com a SG. Hendrix tem uma série da SG com seu nome. Clapton tinha a The Fool (uma SG pintada por um designer holandês), usada na época do Cream.

A primeira estrela da música gospel, Sister Rosetta Tharpe, usava uma SG. Ela era conhecida como “the Godmother of rock and roll” – a madrinha do rock and roll – e influenciou diversos artistas como: Little Richard, Johnny cash, Carl Perkins, Chuck Berry, Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, Eric Clapton.

Pete Townshend e Frank Zappa são mais dois monstros que usaram o modelo. Inclusive o filho de Frank Zappa, Dweezil Zappa, usa o modelo Frank Zappa SG. 

Outras marcas que fabricam o modelo SG

Esse é um dos modelos de guitarra que outras marcas, sem ser a Gibson, adoram ter em seu portfolio. adoram A ESP LTD tem um modelo que faz bonito, o ESP LTD Viper-1000. Outra marca que se destaca fazendo um modelo similar é a Guild com o modelo Guild S-100 Polara. A Firefly vem chegando com força no mercado americano com suas guitarras coloridas, super baratas e de excelente qualidade, a SG deles se chama FFLG 

“Poxa Resenha Sonora, eu queria uma igual ao modelo feito pela Gibson!” É pra já!

Como não poderia deixar de ser, a Epiphone faz um modelo SG bem fiel ao da irmã mais velha. A Epiphone tem a qualidade de fazer instrumentos similares aos da Gibson, com preços acessíveis. 

Checa esta da Epiphone!

Gibson Flying V

A Gibson apresentou a Flying V ao mundo em 1958 e já contava com esse design bem ousado para a época.

Uma curiosidade é que a tiragem inicial foi feita com madeira de Limba – uma madeira exótica comercializada com o nome de Korina – e hoje em dia são feitas com madeiras convencionais como, por exemplo, o mogno. 

A Flying V demorou um pouco para emplacar – na primeira tiragem só venderam 100 unidades. Alguns guitarristas renomados gostaram do modelo, no entanto, passaram a usá-lo em shows e gravações, o que ajudou na divulgação. 

Devido ao pequeno número da tiragem, existem Korina Flying V valendo entre $200.000 e $250.000 dólares americanos. Tá? 

Algumas variações foram feitas de 1979 a 1982 – a Flying V2 – e de 2007 a 2008 – a Reverse Flying V.

Pararam e voltaram a produção do modelo diversas vezes na década de 2010/2020, inclusive em 2015 a Gibson não tinha produção ativa da Flying V – fizeram uma série limitada pela Gibson Custom Shop.

Desde então a empresa nomeia os modelos com o ano após o nome: Flying V 2016, Flying V 2017, Flying V 2018 e por aí vai…

Por causa do design, o guitarrista consegue atingir os frets – as casas do braço – mais altos possíveis, com facilidade. O braço é construído de uma forma que não se vê em outros tipos de guitarra: ele é composto por raios de diferentes medidas ao longo do braço, ele vai ficando mais fino – de mais fácil acesso aos dedos – à medida que se sobe a escala.

O som da guitarra é cheio, volumoso e agressivo – pode ser comparado ao da SG, que comentamos ali em cima. 

Olhe esta belezura: Gibson Flying V B-2 Satin Ebony!

Guitarristas que usam a Gibson Flying V

A lista dos guitarrista que adotaram a Flying V também conta com nomes de peso como Albert King, Lonnie Mack, Jimi Hendrix, Dave Mustaine, Michael Schenker, Billy Gibbons, Keith Richards, Tom Petty, Eddie Van Halen, James Hetfield, Kirk Hammett, Paul Stanley, KK Downing, Marc Bolan, Leslie West, Zakk Wylde, Randy Rhoads e Brent Hinds.

O gênero musical que mais utiliza o modelo é o Hard Rock e o Metal. Obviamente não exclusivo para os rockers. Albert King fazia a guitarra cantar com seus bends revolucionários, nas suas canções de blues. Lonnie Mack era outro que não fazia parte da cena metaleira, mas sim do blues/rock, e utilizava a Flying V. 

Esses dois eram grandes influências e referências para Stevie Ray Vaughan, que também tinha sua guitarra em forma de V. 

Outras marcas que fabricam o modelo Flying V

Charvel, Dean, BC Rich, Epiphone, Jackson, Kramer, Hamer e Ibanez são algumas das marcas que produzem modelos similares. 

A Epiphone figura novamente na nossa listinha como sendo uma combinação de preço bom e qualidade sonora. 

Confere esta máquina: Epiphone Flying V Black Aged Gloss

Guitarras Semiacústicas

As guitarras semiacústicas tem o corpo oco, mas não completamente. Elas possuem um “bloco de centro”. E o que faz esse bloco? Pra que ele serve? 

O center block – ou bloco de centro – é uma peça de madeira que corre ao longo do corpo da guitarra. Imagina que o braço da guitarra continue por dentro do corpo, mas sem as escalas. Imaginou? É isso!

Mas e a diferença sonora, qual é? Ele aumenta o ataque e permite mais articulação, e isso é somado ao som que as cavidades – que ficam nas laterais do bloco de centro – proporcionam, que é aumento da ressonância e profundidade do timbre. 

O bloco de centro também permite que essas guitarras abusem de distorção ou ganho alto – o que faz desse um dos tipos de guitarra bons para o rock e gêneros mais modernos. O feedback – ou microfonia – que acontecia nas guitarras hollow – ou acústicas – não acontece nas semiacústicas devido a esse bloco. 

Um dos primeiros guitarristas a empunhar uma semiacústica foi B.B.King que usou a “Lucille” Gibson ES-335 pra tocar seu blues, e depois disso um punhado de gente ficou inspirado pelo seu som quente e potente. 

Uma das características da semiacústica é o corpo fino, aquelas cavidades em “f” (F-hole), um stopbar – cordal que prende uma das pontas das cordas no corpo da guitarra – ou uma ponte Bigsby – o primeiro design de ponte com alavanca a ficar popular.

Gibson ES-335

A Gibson ES-335 foi o primeiro modelo semiacústico do mundo. Lançada em 1958 pela série ES (Electric Spanish), a guitarra não tem nem o corpo completamente sólido, nem completamente acústico – ou oco. Como falamos acima, ela possui um bloco de centro.

Ela tem dois cutaways – aquelas reentrâncias que permitem que o guitarrista alcance notas mais agudas nos voicings e solos – e duas cavidades em forma de ‘f’ no seu corpo (F-holes) – que lembra um violino. 

A Gibson lançou diversos modelos de guitarra baseados no design da ES-335 e outras tantas variações em cima da mesma 335. 

A ES-335 foi uma tentativa de achar um meio termo entre uma guitarra acústica e uma de corpo sólido, ou seja, a empresa foi atrás de um som mais quente que o de corpo sólido, mas que suportasse mais feedback. Em outras palavras, uma guitarra que soasse como uma acústica, que aguentasse distorção e volumes altos sem que resultasse em microfonia. 

Não é à toa que fisgou guitarristas de todos os gêneros. É fácil vermos músicos do:

 Rock, Blues, New Wave, Jazz, Country e até do Metal, usando as ES-335.

Confere a Gibson ES-335 na fonte!

Guitarristas que usam a Gibson ES-335

Há inúmeros guitarristas usando as ES-335 ou uma variação dela. Larry Carlton (conhecido como “Mr. 335”), B.B. King, Chuck Berry, Marcus King, Alex Lifeson, Chris Cornell, Dave Grohl, e a lista só cresce. 

Curiosidade: Dave Grohl ganhou de presente uma guitarra de Axl Rose – uma ES-335 que Slash escolheu a dedo. O frontman do Foo Fighters disse que era a melhor que ele já tocou na vida. Agora sabe-se que não é por acaso que hoje em dia a Gibson tem uma DG-335.

Outras marcas que fabricam o modelo ES-335

Epiphone, Eart, D’Angelico, Guild, Eastman, Ibanez,Yamaha, todas essas são excelentes alternativas para quem está procurando uma Gibson ES-335. 

Para mostrar que é possível ir na linha desse modelo e trocando de marca, dá uma olhada neste instrumento: Ibanez Artcore AS73 Marrom Tabaco.

Rickenbacker 330

Como todas as Rickenbacker, o modelo 330 também é feito nos Estados Unidos – em Santa Ana, Califórnia. A semiacústica Rickenbacker 330 é a mais vendida de todas as guitarras produzidas pela empresa. 

O modelo entrou na linha de produção em 1958 – a série 300 era conhecida como ‘Capri’, na época. Seu design foi feito pelo luthier Roger Rossmeisl.

A guitarra ficou bastante popular nos anos 60. Hoje em dia não é tão conhecida como a Gibson ou a Fender, mas tem bastante guitarrista, que influenciado pelo som vibrante e brilhoso das bandas de 1960, procura o som único desta semiacústica clássica. 

O corpo da guitarra tem os cutaways – reentrância na madeira que permite o alcance de notas mais agudas – em forma de lua crescente e pontudos. A guitarra tem tensores duplos, isso permite a correção de torções problemáticas e indesejadas, assim como a curvatura – empenação – do braço. 

O braço de maple/walnut de três camadas e a escala em rosewood com acabamento em verniz são características que estão presentes nas guitarras Rickenbacker. 

O tailpiece – parte que prende as cordas na guitarra – é em formato ‘R’. Esse ‘R’ está presente em algumas séries da marca. Um detalhe do modelo 330 é que não possui a funcionalidade estéreo ‘Rick-O-Sound’ de outros modelos, como o Rickenbacker 360.

A guitarra é otimizada e equipada com cordas de calibre .010 (.010 sendo a mais fina e aguda e .046 sendo a mais grossa e grave).

O modelo 330 vem equipado com captadores single-coil Rickenbacker´s Hi-Gain. O Hi-Gain emana um som mais alto e potente que o Toaster – era esse o captador usado inicialmente. O Hi-Gain tem o som que remete a bandas como R.E.M ou The Smiths, já o Toaster lembra o som dos Beatles. 

Para cada captador existe um controlador de volume e outro de timbre. São dois captadores, portanto, eram 4 ‘knobs’ de controle. Em 1961, foi adicionado um quinto controlador para que pudesse rolar um ‘blend’ de sons entre os captadores. 

Outro item interessante que compõe a guitarra é o capacitador. Esse mecanismo era usado para tirar as frequências graves – fazendo que o som resultante fosse médio-agudo, mais para agudo.  Esse item foi retirado nos anos 80 e introduzido novamente aos modelos modernos – pode ser ligado por um controlador ‘push/pull’.

A mão da guitarra – lugar que as tarraxas de afinação são colocadas – passou por mudanças. Trocaram por uma maior, inicialmente, para que as tarraxas pudessem ser maiores, mas depois de ‘reclamações’ dos guitarristas fãs da marca, voltaram atrás e recolocaram o modelo menor e mais fino. 

Em tempo: essa mudança de estilos da mão, nunca afetou os modelos vintages – sempre foram feitos com mão – headstock – fina. Existem Rickenbacker 330 de seis e doze cordas.

Infelizmente no mercado brasileiro é bem difícil, senão impossível, achar uma Rickenbacker 330. A dica que oferecemos por aqui é o site com os revendedores oficiais da marca.

Guitarristas que usam a Rickenbacker 330

Peter Buck, Johnny Marr, The Edge, Pete Townshend e Paul Weller são alguns guitarristas que usavam a 330.

Curiosidade: apesar de ambos, John Lennon e George Harrison, terem usado guitarras Rickenbacker, os rapazes utilizavam outras séries. 

John Lennon usava uma ‘58 Rickenbacker 325 – Rickenbacker Capri 325; George usava uma Rickenbacker 425 e outra de doze cordas – Rickenbacker 360.

Guitarras Archtop

A primeira guitarra Archtop elétrica comercializada foi a Gibson ES-150. O nome Archtop veio por causa do arqueamento do tampo do corpo da guitarra – a parte de trás também é arqueada.

Esse tipo de guitarra – Archtop – foi produzida inicialmente em 1930, porque precisavam aumentar o volume do instrumento quando tocado junto de uma orquestra – Big band, por exemplo.

Algumas características e dicas para identificação de uma Archtop: 

  • Frente e verso do corpo arqueados – não é plano como os outros modelos; 
  • Dois ‘F-Hole’ – aquela cavidade que lembra as do violino; 
  • Corpo completamente oco – sem a peça central de madeira que existe nas semiacústicas;
  • Ponte ajustável; 
  • O corpo se junta ao braço no décimo quarto fret
  • Seis cordas. 

O tailpiece, ponte stoptail ou mesmo uma Bigsby vai estar presente nessa guitarra mas em outras também, então é melhor focar nos itens acima para fazer a distinção.

A invenção é creditada ao nome de Orville Gibson. O tamanho do instrumento pode ser comparado ao de um violão e a ação das cordas é um pouco mais alta quando comparada às guitarras elétricas convencionais. 

Antigamente as Archtop eram tocadas sem amplificador e de uns bons tempos pra cá ela passou a ser amplificada pra competir com o volume dos outros instrumentos – como já foi comentado acima. No entanto, como o corpo é completamente oco, a guitarra é mais suscetível ao feedback – microfonia.

O pessoal jazzista gosta muito desse tipo de guitarra por causa do som aveludado e limpo. Quando amplificada dá até pra ousar um “granulado” no som, com uma leve – bem leve – distorção.

São vários os instrumentos e marcas que produzem as semiacústicas Archtop. Vejamos algumas.

Gibson ES-150

A Gibson 150 é mundialmente conhecida com o primeiro modelo ES – guitarra elétrica estilo espanhol; Electric Spanish – comercializado.

O número que vem depois da sigla ES, era o preço do instrumento na época,  U$150 – cento e cinquenta dólares americanos – e ainda vinha com um amplificador e um cabo. 

A guitarra ficou famosa pelo seu som único e também por causa de um famoso guitarrista da época – Charlie Christian. 

Quando a Gibson introduziu o modelo em 1936, o mundo do jazz a adotou instantâneamente. As guitarras usadas em orquestras Big Bands não tinham volume suficiente para competir com os demais instrumentos, portanto, o modelo caiu nas graças do pessoal, já que agora teriam guitarras amplificadas.

Alguns modelos são chamados de Archtop mas puramente por comodidade. Diversos levam algumas características da Archtop mas somente um tem todas elas: Gibson L-5.

A L-5 conta com captadores flutuantes no braço e contam com um acústica incrível, muito poderosa – bom pra acordes e melodias.

Gibson ES-175

A Gibson ES-175 também é cotada com uma das famosas “Archtops”, no entanto ela tem características além – não possui fielmente os atributos como a L-5 faz. 

Esse modelo é semiacústico e completamente oco, mas feito com intenção de ser amplificado. Diferente dos modelos L-5 e Super 400, elas são laminadas o que faz com que o custo de produção seja mais baixo e que haja um pouco mais de controle sobre o ‘feedback’. 

A configuração da guitarra pode contar com um ou dois humbuckers – Gibson’s 57 Classic -, escala em rosewood, 20 frets, e dois controladores para cada captador – 1 de volume e um de timbre. 

Curiosidade: muitos guitarristas optam pelo modelo de dois humbuckers – prezando pelo som cheio e potente – e não o de um só captador. Para alcançar a clareza no timbre, é comum abaixar um pouco os controladores de timbre e volume, assim ela consegue atingir o som quente que ouvimos em diversas faixas clássicas de jazz. 

A guitarra possui um ‘F-hole’ – cavidade no corpo parecida com as do violino – e um cutaway pontudo – Florentine – lembrando que essa característica é a reentrância na madeira do corpo da guitarra que permite aos guitarristas alcançarem toda a escala.

Assim como a ES-150, o número depois da sigla ‘ES’ era o preço do instrumento  no mercado: 175 dólares americanos. A guitarra veio ao mercado em 1949 como uma alternativa mais acessível a L-5 – ou mesmo uma versão elétrica da L-4.

Guitarristas que usam o modelo Gibson ES-175

Essa Gibson ES-175 caminha mais pelo gênero do jazz. Guitarristas como Pat Metheny usavam o modelo 175 pra simular o som que Joe Pass ou Wes Montgomery tiravam de suas L-5. 

O próprio Joe Pass tocou durante anos uma ES-175. Outros famosos guitarristas como Jeremy Spencer do Fleetwood Mac, Steve Howe, Herb Ellis, Jim Hall, Ronny Jordan, The Edge, Andy Summers, Izzy Stradlin, Mark Knopfler, Keith Richards, também usaram o axe.

Outras marcas que fabricam a ES-175

A Epiphone também produz o modelo ES-175. Ela tem o preço mais acessível e uma sonoridade linda. A vantagem de ter dois captadores humbuckers faz a guitarra ficar mais versátil e apta a tocar diversos gêneros musicais.

Dá uma olhada nessa Epiphone ES-175 Reissue Premium Satin Natural.

Guitarras Acoustasonic

Essas são guitarras que combinam o melhor dos mundos acústico e elétrico em um só instrumento.

Quando você olha uma Acoustasonic, fica na dúvida se é uma guitarra ou um violão. O corpo é fino como o de uma guitarra, mas oco como o de um violão. Apesar de parecer ter uma construção simples, ela traz bastante tecnologia consigo. 

Olhando para a boca, você verá que, em vez de ser apenas um buraco no topo como encontrado em quase todos os tipos de violão, é mais como um cilindro curto que se estende até que haja apenas um pequeno espaço entre ele e a parte de trás do corpo. O resultado é um som acústico surpreendentemente aberto com bom volume e sustentação.

O corpo também possui um sistema de ressonância das cordas – String Instrument Resonance System (SIRS) – projetado para oferecer melhor desempenho acústico do que você esperaria de um instrumento de corpo fino, como é o caso desse modelo.

A Acoustasonic vem com um captador piezo – captador utilizado para amplificar e extrair o melhor som possível de um violão acústico – e um outro captador noiseless. A transição e a sonoridade são incríveis. 

Atualmente, somente a Fender produz as Acoustasonic. Abaixo vamos esmiuçar um dos modelos disponíveis no mercado.

Fender Acoustasonic Stratocaster

Essa novidade da Fender é incrível. Podemos dizer que é uma guitarra híbrida, simula o som de um violão e ao mesmo tempo o som de uma guitarra de corpo sólido.

A Fender empregou tecnologia de ponta e muito know-how pra construir esse modelo. Os controladores se combinam para escolha e descoberta de diferentes timbres. Realmente, são possíveis diversas sonoridades. 

A guitarra aceita bem pedais de efeito como o reverb e o delay – sem microfonia alguma.

O modelo tem um corpo de guitarra acústica – com aquela boca clássica de violão -, portanto, tem bastante projeção e funciona igualmente no colo em casa e empunhada no palco. 

Checa esse achado aqui: Fender American Acoustasonic

O braço é em mogno e a escala é em ébano – oferece a pegada de uma guitarra elétrica. O conforto de se extrair som de violão com a pegada de uma guitarra, é sensacional. O braço – em ‘C’ – fino ajuda na formação de acordes e na confecção de melodias. 

Esse instrumento é o terror dos vendedores de guitarra, já que agora o pessoal que vai às lojas testar o instrumento consegue tocar todas as partes de Stairway to Heaven. Piadas à parte, existe exatamente essa possibilidade: um guitarrista pode tirar dessa guitarra um um som completamente acústico – sonoridade de um violão de aço – e pode trocar para sons com distorção com uma simples combinação de controladores.

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