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Violão Strinberg é bom? Saiba se vale a pena

Saiba de uma vez por todas se o violão Strinberg é bom o suficiente quando comparado a outros fabricantes.
Violão Strinberg é bom

A marca Strinberg vem se tornando bastante conhecida no mundo dos instrumentos musicais, e tem ampliado seu market share no mercado nacional, especialmente no segmento de violões. Os instrumentos Strinberg são amplamente utilizados por músicos de todos os níveis de habilidade, desde iniciantes até profissionais. Pelo fato de estar aparecendo cada vez mais, há uma pergunta comum que alguns músicos têm feito: o violão Strinberg é bom o suficiente quando comparado a outros fabricantes?

Neste artigo, vamos examinar de perto os violões da Strinberg e avaliar sua qualidade em termos de construção, som, tocabilidade e outros fatores importantes que influenciam a qualidade geral de um instrumento musical. Ao fazer isso, esperamos fornecer informações úteis para ajudar você a decidir se um violão da Strinberg é a escolha certa para você ou se seria melhor procurar outras marcas de violão.

Neste artigo você vai ler:

Saiba mais sobre a Strinberg

Para investigar se o violão da Strinberg é bom, fomos atrás de conhecer um pouco mais sobre esse fabricante de instrumentos. A Strinberg é uma marca de propriedade da Sonotec, empresa que desde a década de 70 distribui instrumentos e equipamentos musicais de fabricantes muito conhecidos como Takamine e Gretsch.

Eles aproveitaram a inteligência que geraram trabalhando com instrumentos de terceiros, para idealizar e produzir uma marca própria – com atributos demandados diretamente pelos músicos – e batizaram de Strinberg. 

Se você pára pra pensar, um movimento desses faz muito sentido quando se olha a estrutura do mercado… Nos Estados Unidos existem dezenas de marcas fazendo violões de primeira, enquanto no Brasil você conta nos dedos de uma mão, talvez.

Os primeiros violões da Strinberg foram produzidos em 1993 na Coreia, que na época estava começando a se destacar na fabricação de instrumentos, mas os violões da marca levaram um tempo pra começar a cair no gosto dos músicos.

Apesar deste artigo ser focado em seus violões, é relevante citar que a Strinberg possui uma linha completa de instrumentos, produzindo também guitarras, baixos, ukuleles, violas, cavaquinhos, dobros, banjos e acessórios.

A Strinberg inicialmente focou sua estratégia de posicionamento no segmento de maior demanda do mercado, o público-alvo que busca violões bons e baratos, oferecendo instrumentos de excelente custo-benefício. Recentemente, a fabricante de instrumentos passou a oferecer instrumentos de “luxo” em seu catálogo, também. E foi essa mudança que fez toda a diferença na percepção da marca pelo público.

Além do cuidado no desenvolvimento, baseado em muita pesquisa, a Strinberg tem forte controle de qualidade na fabricação dos seus violões, e também oferece um pós-venda de primeira – aproveitando a estrutura da Sonotec para atender lojistas e consumidor final.

Mudança de Rumo: Black Series da Strinberg

Apesar de ter sido lançada em 1993, a Strinberg teve seu “renascimento” em 2020. Naquele ano, a Strinberg apresentou a Black Series com modelos como SA200C, SD200C e SC200C, SF200C, SJ200, SM200, SR200 e os infantis SI34 e SI36.

Muito se fala que os modelos dessa série foram inspirados – e até mesmo se comparam – aos violões de entrada da Takamine. A Strinberg passou a ter um controle de qualidade nível 5 estrelas, entregando instrumentos bem montados, com excelente acabamento, bem regulados e equilibrados.

Para aqueles que ainda tinham um pé atrás e questionavam se o violão Strinberg era confiável, agora fica claro que a marca vive novos tempos e que seus instrumentos podem brigar com outros já renomados no mercado.

Essa série trouxe inovações como o half cutaway para alguns modelos. Esse atributo é muito inteligente do ponto de vista de construção, pois ele mantém a riqueza sonora de um violão sem cutaway, sem perder o acesso aos últimos trastes. (Mais abaixo vamos dar detalhes sobre um violão com esse adereço). 

Em tempo: todos os violões desta série vem com tarraxas cromadas e blindadas, que seguram a afinação que é uma beleza.

Para escolher um violão Strinberg é bom ler as avaliações

Um indício forte de que o violão Strinberg é bom é que cada um dos que entraram na nossa lista receberam avaliações excelentes em lojas online de renome. Em se falando de compras online de instrumentos, nada mais importante do que olhar as avaliações e ler os reviews sobre o instrumento de interesse. A Strinberg fabrica diversos tipos de violão, abaixo separamos os mais populares e bem avaliados da marca.

Violão Flat Strinberg SL200c

Esse violão é um violão flat – com o corpo slim mais fino que o torna mais leve e muito confortável de se tocar – com cordas de nylon. Ele faz parte da Black Series da Strinberg que chama atenção pelo alto padrão de qualidade e acabamento. 

Além de ser flat, ele possui um cutaway na parte inferior do corpo, permitindo acesso mais fácil às notas mais agudas do braço do violão. Falando em braço, esse é um dos itens que chama atenção positivamente para o modelo, a espessura não é tão larga quanto a de um violão clássico nem tão fina quanto a de um violão de aço…simplesmente na medida certa para máximo conforto, principalmente pros músicos que não têm as mãos muito grandes. 

O tampo do violão é feito em spruce laminado, que realça o brilho das notas agudas. O restante do corpo é de sapele, cujo som lembra muito o de mogno – enfatizando graves e agudos, trazendo uma “coloração” interessante e equilíbrio ao som do instrumento.

O SL200c é um violão eletroacústico, que pode ser tocado com ou sem amplificação. O pré-amplificador vem com ajustes de agudo, médio e grave, além do afinador – baita mão na roda. 

Diferente de outros violões similares, este já vem com as roldanas para prender a correia. E no output, você encontra a possibilidade de usar um P10 (cabo “tradicional”) ou um cabo balanceado, que ajuda a reduzir os ruídos porque ele se utiliza do princípio de cancelamento de fase.

A média das notas de avaliação desse Strinberg é 4,8 (de 5 possíveis) e você consegue levar um desses pra casa por menos de R$1.000.

Violão Folk Strinberg SD200c

Esse violão é um folk, ou dreadnought como também é conhecido, com cordas de aço. O corpo é todo feito em sapele para garantir um som profundo e brilhante. Ele tem um cutaway na parte inferior para facilitar a chegada às notas mais agudas. O braço é de nato e a escala em indian laurel, gostoso de tocar e que ajuda a emitir um som quente.

Ele é um item da linha Black Series e, realmente, a qualidade impressiona, assim como a aparência – o violão é lindo.

O SD200c pode ser considerado um divisor de águas na história da Strinberg, a diferença entre os instrumentos produzidos antes e após esse modelo é gritante. Até então, havia muitas dúvidas sobre a confiabilidade dos instrumentos da marca. A história mudou depois desse folk. A percepção passou a ser a de que o violão da Strinberg é bom de verdade.

Ele é um violão eletroacústico, podendo ser tocado sem e com amplificador. O pré-amplificador traz um afinador embutido, além de uma equalização de graves, médios e agudos. Esse violão Strinberg é bom tanto para apresentações ao vivo quanto para tocar no conforto do seu quarto.

O cabo é inserido em um jack roldana – no mesmo “lugar” que se prende a correia – neste instrumento, uma vantagem pois evita mais furos no corpo que podem comprometer a acústica do violão. Essa viola já vem equipada com as duas roldanas, ou seja, uma dor de cabeça a menos

O SD200c é um sucesso de vendas, o mais popular da marca e sua nota média é 4,7 (de 5 possíveis). O preço desse baita violão é algo em torno de R$1.200, um valor amigável para o tanto que ele “fala”.

Strinberg Mini Jumbo SA200c

Olhando para os músicos que não se sentem confortáveis tocando um violão com a caixa ressonante enorme do Jumbo original, a Strinberg lançou esse Mini Jumbo, que preserva diversas características do modelo que deu origem a ele, mas traz mais comodidade pros músicos que não querem um violão tão grande quanto o Jumbo full size.

Importante: Apesar de possuir o termo “Mini” em seu nome, esse não é um violão infantil. Ele tem o tamanho artístico, que fica entre o folk e o flat. Resultando em ótima tocabilidade.

Ele é um violão eletroacústico, que pode ser tocado com e sem amplificador, e feito para ser tocado com cordas de aço.

O braço dele é mais fino e muito confortável de se tocar. Esse violão Strinberg é bom para iniciantes por trazer características adequadas de tamanho de corpo e braço para o público que está iniciando, mas sem deixar de “falar” bem alto como é de se esperar de um Jumbo.

O Mini Jumbo da Strinberg é da Black Series, aquela que mudou o rumo da história da marca. Esse modelo, diferente dos demais, traz um pré-amp com mais funcionalidades. Além do afinador, é possível regular graves, médios, agudos, presence, phase e notch.

Este violão já vem com as roldanas para prender a correia. E no output, você encontra a possibilidade de usar um P10 (cabo “tradicional”) ou um cabo balanceado, que ajuda a reduzir os ruídos porque ele se utiliza do princípio de cancelamento de fase.

Esse instrumento é um best-seller entre os modelos da Strinberg. Não é pra menos…sua nota média de avaliação é 4,4 (de 5 possíveis) e o preço fica em torno de R$ 900.

Violão Folk Strinberg SD201hc

O SD201hc é um folk, ou dreadnought como também é conhecido, com cordas de aço. Este instrumento entrou na lista porque além de ter uma nota de avaliação altíssima, ele traz o half cutaway em seu corpo, uma inovação genial que eleva ainda mais a barra de qualidade desse violão.

O half cutaway permite que você chegue às notas mais agudas do braço, mas preserva boa parte da madeira daquela região, o que resulta em um ganho considerável de sonoridade quando comparado aos violões que tem o cutaway completo.

Esse é um instrumento da Black Series Plus – o que há de melhor dentro da Black Series, que já tem um nível elevadíssimo de controle de qualidade.

o Folk SD201hc é um violão eletroacústico e o cabo para conectar no amplificador é inserido em um jack roldana – no mesmo “lugar” que se prende a correia – neste instrumento, uma vantagem pois evita mais furos no corpo que podem comprometer a acústica do violão. Essa viola já vem equipada com as duas roldanas, ou seja, uma dor de cabeça a menos.

Esse foi o modelo que mais chamou a atenção da equipe do Resenha Sonora e entrou na nossa “wish list”. E não foi à toa… Sua nota média de avaliação é 5 (de 5 possíveis) e o preço dele fica em torno de R$ 1.200 (nesse valor vem incluída uma baita bag legal).

Importante: Para chegarmos à lista final, avaliamos diversos instrumentos da marca. Mas somente os da Black Series passaram no nosso crivo. Outros violões como o Strinberg Fs3c Nylon, que é da série Forest, por exemplo, achamos que deveria ficar de fora pois existem violões melhores na mesma faixa de preço, como o Yamaha CX40 II.

Como saber se o violão Strinberg é bom?

Quando você quer comprar um violão e já tem experiência no assunto, o ideal é você fazer um teste abrangente – isso pode incluir tocar diversos instrumentos diferentes para eleger o melhor dentro do seu orçamento – para evitar uma compra decepcionante.

Se você não quer ter o trabalho de ir a uma loja, ou se é iniciante e não tem ideia do que diferencia um bom instrumento musical de um ruim, pode ficar tranquilo que o Resenha Sonora bota a “mão na lama” para avaliar o que realmente vale a pena quando o assunto é instrumento confiável.

Abaixo seguem os principais itens que levamos em consideração para avaliar se o violão Strinberg é bom:

  • Inspeção visual para detectar danos ou imperfeições
  • Teste do pré-amp (quando o violão for eletroacústico)
  • Desafinar e afinar o violão para verificar a confiabilidade das tarraxas
  • Tocar músicas de diferentes estilos.
  • Testar a entonação (se as notas permanecem afinadas ao longo do braço)
  • Verificar os trastes em busca de “zumbidos”
  • Verificar a ação das cordas
  • Verificar se há problemas de deformação do braço

Os violões que elencamos neste artigo se saíram muito bem em todos esses testes.

Concorrentes da Strinberg

Pra você que está fazendo a pesquisa sobre a qualidade dos violões Strinberg, é relevante conhecer quem são os principais competidores deles no mercado. Dessa forma, você vai poder ter maior conhecimento sobre as demais marcas e vai tomar uma decisão mais educada para adquirir seu próximo violão. Os violões da Black Series da Strinberg não são os violões mais baratos. Por isso, trouxemos aqui outros fabricantes nacionais que “brigam” numa faixa de preço inferior aos violões da Strinberg.

Giannini

Uma das marcas mais tradicionais de instrumentos musicais do Brasil. Está no mercado desde 1900 e é muito conhecida por entregar instrumentos com uma relação custo-benefício incríveis.

Entre os violões da Giannini podemos destacar:

Tagima

Essa marca de instrumentos ganhou muita força em tempos recentes, principalmente quando o luthier Márcio Zaganin, um mestre no ramo, assumiu o controle de produção e o desenvolvimento de produtos da Tagima.

Entre os violões da marca podemos destacar:

Michael

A Michael é uma marca nacional mais recente, fundada em 1999, mas que produz violões de excelente qualidade. A partir de 2012 passou a investir mais pesado em branding, para que seu posicionamento de marca estivesse à altura dos bons instrumentos que produz.

Entre os violões da marca podemos destacar:

Perguntas Frequentes sobre o violão Strinberg

Quem fabrica o violão Strinberg?

O violão Strinberg é uma marca própria da Sonotec, empresa que atua no mercado de instrumentos musicais desde a década de 70. Inicialmente a Sonotec apenas distribuia instrumentos de outros fabricantes como Takamine e Gretsch. Usou da inteligência gerada por essa atividade para poder produzir os próprios instrumentos.

Onde é fabricado o violão Strinberg?

Quando foi lançada a marca, os violões Strinberg eram fabricados na Coreia. Atualmente, os violões passam por um controle de qualidade rigoroso e são feitos na China. Ainda existe um estigma sobre “coisas” fabricadas na China, mas várias marcas de nível mundial tem usado disso para conseguir manter uma qualidade alta e preços acessíveis.

Qual a origem da marca Strinberg?

A Strinberg é uma marca nacional. Foi idealizada pela Sonotec, um empresa brasileira com muita tradição na distribição de instrumentos musicais para marcas como Takamine e Gretsch.

Violão Strinberg é melhor que Tagima?

Se essa pergunta fosse feita há mais anos atrás, seria fácil dizer que a Tagima levaria a melhor nessa comparação. No entanto, após o lançamento da surpreendente linha Black Series, a Strinberg jogou o sarrafo lá em cima. Um quesito que pode ajudar você a se decidir entre um ou outro é o orçamento. Os violões da Black Series tem, em média, um preço mais elevado que os violões da Tagima. 

Qual o melhor violão Strinberg?

Sempre que se fala em “melhor” no mundo dos instrumentos, existe um fator forte de subjetividade. Para sermos objetivos vamos usar dois quesitos: popularidade e inovação. Em sem tratando de popularidade, o “melhor” violão Strinberg é o SD200c. Já quando o assunto é inovação, ficamos com o SD201hc que traz um half cutaway, que preserva a sonoridade do violão e, ao mesmo tempo, deixa o músico alcançar com facilidade as notas mais agudas.

Afinal, o violão Strinberg é bom?

Fazendo o “dever de casa” para escrever esse artigo, ficou claro que os violões da Black Series e Black Series Plus foram um marco na história da Strinberg. Até então, os violões da marca eram pouco conhecidos e de qualidade duvidosa. Após seu lançamento em 2020, o rumo da companhia deu uma guinada.

Os instrumentos passaram a ter um controle de qualidade rigoroso, nível de exigência internacional, utilizando excelentes materiais e com um acabamento de primeira. Empregando muita pesquisa e tecnologia para trazer o que há de mais moderno nos instrumentos de corda.

Olhando para a Black Series, podemos dizer com propriedade que o violão Strinberg é bom, tanto para um iniciante, quanto para um músico profissional.

Querendo levar um pra casa, mire em um dos que citamos ali em cima que a chance de decepção é muito baixa.

E você, já teve a oportunidade de tocar num Black Series da Strinberg?

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